Atipias Glandulares Indeterminadas (AGC): Conduta e Rastreamento

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 37 anos, com resultado citológico de atipias glandulares indeterminadas (AGC). Tem história de menorragia. Qual a conduta mais adequada, conforme as diretrizes brasileiras?

Alternativas

  1. A) Colposcopia e ultrassonografia transvaginal
  2. B) Curetagem uterina fracionada
  3. C) Teste para o HPV e histeroscopia
  4. D) Seguimento citológico
  5. E) Raspado endocervical

Pérola Clínica

AGC + menorragia → Colposcopia + USG transvaginal para avaliar colo e endométrio.

Resumo-Chave

Atipias glandulares indeterminadas (AGC) exigem investigação mais aprofundada devido ao maior risco de lesões pré-malignas ou malignas, tanto cervicais quanto endometriais. A menorragia adiciona um fator de preocupação para patologia endometrial.

Contexto Educacional

As atipias glandulares indeterminadas (AGC) representam um achado citopatológico que exige investigação cuidadosa devido ao risco significativo de lesões pré-malignas ou malignas, tanto cervicais quanto endometriais. A prevalência de lesões graves em pacientes com AGC é maior do que em pacientes com atipias escamosas indeterminadas (ASC-US), variando de 9% a 38% para neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC) de alto grau ou câncer invasivo, e de 3% a 17% para lesões endometriais. Portanto, a identificação de AGC é um alerta para a necessidade de uma avaliação diagnóstica aprofundada. A conduta para AGC, conforme as diretrizes brasileiras e internacionais, geralmente envolve colposcopia com biópsias direcionadas e curetagem endocervical. No entanto, a presença de fatores de risco adicionais, como idade acima de 35 anos, sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) ou histórico de lesões glandulares, exige uma investigação mais abrangente. Nesses casos, a ultrassonografia transvaginal para avaliação endometrial e, se necessário, a histeroscopia com biópsia endometrial são essenciais para descartar patologias do endométrio, que podem ser a origem das atipias glandulares. A abordagem multidisciplinar é crucial para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, minimizando o risco de subdiagnóstico de lesões graves. O acompanhamento rigoroso é fundamental, mesmo após a investigação inicial, para monitorar a paciente e garantir a detecção precoce de qualquer recorrência ou progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os próximos passos após um resultado de AGC no citopatológico?

Após um resultado de atipias glandulares indeterminadas (AGC), a conduta inicial geralmente inclui colposcopia com biópsias direcionadas e avaliação do canal endocervical. Em casos específicos, como menorragia ou idade > 35 anos, a investigação endometrial com ultrassonografia transvaginal e/ou histeroscopia é fundamental.

Por que a menorragia é um fator importante na conduta de AGC?

A menorragia, ou sangramento uterino anormal, é um sintoma que pode indicar patologias endometriais. Quando associada a AGC, aumenta a suspeita de lesões glandulares no endométrio, tornando a avaliação endometrial (como ultrassonografia transvaginal) uma etapa crucial na investigação.

Como diferenciar lesões cervicais de endometriais em casos de AGC?

A diferenciação é feita através de exames complementares. A colposcopia com biópsias e curetagem endocervical avalia o colo. A ultrassonografia transvaginal e a histeroscopia com biópsia endometrial são utilizadas para investigar o endométrio, especialmente se houver fatores de risco ou sintomas como menorragia.

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