AGC na Colpocitologia: Conduta e Rastreamento

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 40 anos realizou colpocitologia oncótica, que apresentou como resultado atipias em células glandulares (AGC). Considerando as diretrizes brasileiras do INCA, de 2016, a melhor conduta para o manejo desta paciente é:

Alternativas

  1. A) Realizar teste para DNA-HPV de alto risco para confirmar ou descartar infecção viral.
  2. B) Repetir a colpocitologia em 6 meses para avaliar a persistência das alterações.
  3. C) Aguardar 1 ano e repetir o exame citológico, devido ao risco baixo de evolução para lesão de alto grau.
  4. D) Solicitar ultrassonografia transvaginal como exame complementar, para monitoramento de alterações endometriais.
  5. E) Encaminhar a paciente para colposcopia, coleta de citologia com atenção ao canal endocervical e solicitar ultrassonografia transvaginal.

Pérola Clínica

AGC na citologia → Colposcopia + citologia endocervical + USG transvaginal (INCA 2016).

Resumo-Chave

Atipias em células glandulares (AGC) são achados citológicos que demandam investigação aprofundada devido ao risco significativo de lesões pré-invasivas ou invasivas, tanto cervicais (adenocarcinoma in situ, adenocarcinoma) quanto endometriais ou de outras origens. A conduta deve ser imediata e abrangente.

Contexto Educacional

As Atipias em Células Glandulares (AGC) na colpocitologia oncótica representam um achado de grande importância clínica, pois estão associadas a um risco significativo de lesões pré-invasivas ou invasivas, incluindo adenocarcinoma in situ e adenocarcinoma invasivo do colo uterino, bem como lesões endometriais ou de outras origens. Diferentemente das atipias em células escamosas, as AGC têm uma menor probabilidade de regressão espontânea e um maior potencial de malignidade. De acordo com as diretrizes brasileiras do INCA (Instituto Nacional de Câncer), a conduta para pacientes com AGC é imediata e abrangente. Não se recomenda a repetição da citologia ou o teste de HPV isolado como primeira linha, devido ao risco elevado. A investigação deve ser aprofundada para identificar a origem e a natureza da atipia. A conduta padrão inclui o encaminhamento da paciente para colposcopia, um exame que permite a visualização detalhada do colo uterino e a realização de biópsias direcionadas. Além disso, é crucial a coleta de citologia com atenção especial ao canal endocervical, onde as lesões glandulares frequentemente se originam. A ultrassonografia transvaginal é um exame complementar essencial para avaliar o endométrio e os ovários, pois as AGC podem ser um indicativo de patologias nessas regiões. Essa abordagem multifacetada visa garantir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de qualquer lesão subjacente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância das Atipias em Células Glandulares (AGC) na citologia?

As AGC são achados citológicos que indicam um risco elevado de lesões pré-invasivas ou invasivas, tanto cervicais (adenocarcinoma in situ, adenocarcinoma) quanto endometriais ou de outras origens. Por isso, exigem investigação imediata e completa.

Por que a ultrassonografia transvaginal é indicada na conduta de AGC?

A ultrassonografia transvaginal é solicitada para avaliar o endométrio e os ovários, pois as AGC podem estar associadas a lesões glandulares de origem endometrial ou ovariana, além das cervicais. É uma ferramenta complementar importante na investigação.

Quais são os próximos passos após a identificação de AGC em uma colpocitologia?

Após a identificação de AGC, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras (INCA) é encaminhar a paciente para colposcopia, coleta de citologia com atenção ao canal endocervical e solicitar ultrassonografia transvaginal para uma avaliação abrangente.

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