MedEvo Simulado — Prova 2025
Mariana, 38 anos, nulípara, busca atendimento ginecológico após resultado de colpocitologia oncótica que revelou "Atipias em Células Glandulares (AGC) - não especificado". Ela refere ciclos menstruais regulares, nega sangramentos anormais, mas possui histórico de tabagismo e uso de contraceptivo oral combinado por 10 anos. A última citologia havia sido há 5 anos, sem alterações. Qual a conduta mais adequada para Mariana, de acordo com as diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde e INCA (2023)?
AGC na citologia → Colposcopia + biópsia dirigida + citologia endocervical + USG transvaginal.
Atipias em Células Glandulares (AGC) exigem investigação aprofundada devido ao risco de lesões pré-invasivas ou invasivas, tanto cervicais quanto endometriais. A colposcopia com biópsia dirigida e a avaliação do canal endocervical são cruciais para definir a extensão da lesão.
As Atipias em Células Glandulares (AGC) na colpocitologia representam um achado de grande importância clínica, indicando a presença de alterações morfológicas nas células glandulares do colo uterino ou endométrio. Embora menos comuns que as atipias escamosas, o AGC está associado a um risco significativamente maior de lesões pré-invasivas ou invasivas, variando de 9% a 62%. A identificação precoce e a conduta adequada são cruciais para prevenir a progressão para câncer de colo uterino ou endometrial. A fisiopatologia do AGC envolve alterações celulares que podem ser induzidas pelo HPV de alto risco, mas também por outras causas não relacionadas ao HPV, como lesões endometriais. O diagnóstico é feito pela colpocitologia, mas a definição da etiologia e extensão da lesão requer exames complementares. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco como tabagismo, uso prolongado de contraceptivos orais e histórico de citologias alteradas. A conduta para AGC, conforme as diretrizes brasileiras do Ministério da Saúde e INCA (2023), é o encaminhamento para colposcopia com biópsia dirigida, coleta de citologia do canal endocervical e ultrassonografia transvaginal. Essa abordagem abrangente visa identificar e estadiar qualquer lesão glandular, seja cervical ou endometrial, garantindo o tratamento oportuno e melhorando o prognóstico da paciente.
AGC está associado a um risco de 9-62% de lesão de alto grau ou câncer, incluindo lesões cervicais (NIC 2/3, adenocarcinoma in situ) e endometriais, justificando a investigação aprofundada.
A USG transvaginal é recomendada para avaliar o endométrio e os ovários, pois o AGC pode estar relacionado a lesões glandulares do endométrio ou ovário, especialmente em mulheres com fatores de risco.
Diferente do ASC-US (atipias em células escamosas de significado indeterminado), que pode ter condutas mais conservadoras, o AGC sempre exige investigação imediata e mais abrangente devido ao maior risco de malignidade.
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