HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Mulher de 36 anos, sem queixas, em seguimento ginecológico de rotina, recebeu resultado de citologia oncótica com atipia das células glandulares (AGC). Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para a paciente.
AGC (atipia glandular) → sempre investigar canal endocervical (histeroscopia/curetagem) e zona de transformação (colposcopia).
A atipia das células glandulares (AGC) na citologia oncótica é uma lesão de alto risco, pois pode indicar lesões pré-invasivas ou invasivas do canal endocervical ou endométrio. A conduta mais adequada é a investigação completa, que inclui colposcopia e, obrigatoriamente, investigação do canal endocervical, geralmente com histeroscopia e/ou curetagem endocervical.
A atipia das células glandulares (AGC) na citologia oncótica é um achado menos comum que as atipias escamosas, mas com um potencial de malignidade significativamente maior. Diferentemente das lesões escamosas, as lesões glandulares podem estar localizadas mais profundamente no canal endocervical ou até mesmo no endométrio, tornando sua detecção mais desafiadora. A paciente, mesmo assintomática, necessita de uma investigação rigorosa. A fisiopatologia das lesões glandulares cervicais e endometriais envolve a proliferação atípica das células glandulares, muitas vezes associada à infecção persistente por subtipos de alto risco do HPV, embora em menor proporção que as lesões escamosas. O diagnóstico citológico de AGC exige uma abordagem diagnóstica que vá além da colposcopia simples, pois esta avalia primariamente a ectocérvice e a porção mais distal da endocérvice. O tratamento e a conduta para AGC são sempre de investigação aprofundada. A colposcopia é o primeiro passo para avaliar a zona de transformação e ectocérvice. No entanto, a investigação do canal endocervical é mandatório, geralmente por meio de histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida ou curetagem endocervical, para descartar adenocarcinoma in situ (AIS) ou adenocarcinoma invasivo. A pesquisa de HPV também é recomendada, mas não substitui a investigação invasiva. Repetir o exame ou condutas ablativas sem diagnóstico histopatológico são inadequados para AGC.
A AGC é um achado citológico que indica um risco significativo de lesão pré-invasiva ou invasiva, tanto no colo uterino (adenocarcinoma in situ, adenocarcinoma) quanto no endométrio, exigindo investigação aprofundada.
A conduta inicial para AGC inclui colposcopia com biópsias dirigidas e, obrigatoriamente, a investigação do canal endocervical, que pode ser feita por histeroscopia diagnóstica com biópsia ou curetagem endocervical.
A histeroscopia permite a visualização direta do canal endocervical e da cavidade uterina, possibilitando a biópsia de lesões que não são visíveis à colposcopia, sendo crucial para descartar lesões glandulares mais proximais ou endometriais.
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