UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Mulher de 39 anos de idade, veio à consulta para seguimento ginecológico com resultado de colpocitologia oncótica com atipia das células glandulares (AGC). Diante do caso exposto, a conduta mais adequada para a paciente (de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil) é:
AGC na colpocitologia → investigação do canal endocervical (colposcopia + biópsia direcionada, curetagem endocervical, histeroscopia).
A atipia de células glandulares (AGC) na colpocitologia oncótica é uma lesão que exige investigação aprofundada, pois pode indicar lesões pré-malignas ou malignas do canal endocervical ou endométrio. A conduta inicial, conforme as diretrizes, inclui colposcopia e, frequentemente, investigação do canal endocervical com curetagem e/ou histeroscopia.
A atipia de células glandulares (AGC) na colpocitologia oncótica é um achado que demanda atenção especial, pois está associada a um risco significativo de lesões de alto grau (HSIL) ou câncer invasivo, tanto no colo uterino quanto no endométrio. Diferente das lesões escamosas, as lesões glandulares são mais difíceis de serem visualizadas e biopsiadas apenas com a colposcopia. As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil e de outras sociedades recomendam uma investigação aprofundada para AGC. Isso geralmente inclui uma colposcopia para avaliar a ectocérvice e a zona de transformação. No entanto, devido à natureza das células glandulares, é crucial investigar o canal endocervical e, em alguns casos, o endométrio. A investigação do canal endocervical pode ser feita por curetagem endocervical e, principalmente, por histeroscopia. A histeroscopia permite a visualização direta e a biópsia de lesões suspeitas no canal endocervical e na cavidade uterina, sendo essencial para excluir lesões mais graves e definir a conduta terapêutica adequada.
AGC é um achado citopatológico que indica alterações nas células glandulares do colo uterino ou endométrio, podendo representar desde lesões reacionais até lesões pré-malignas ou câncer invasivo, exigindo investigação aprofundada.
A conduta inicial para AGC, segundo as diretrizes, inclui colposcopia com biópsia direcionada de qualquer lesão suspeita. Além disso, é fundamental a investigação do canal endocervical, geralmente com curetagem endocervical e/ou histeroscopia, devido ao risco de lesões mais altas.
A histeroscopia permite a visualização direta do canal endocervical e da cavidade uterina, possibilitando a identificação e biópsia de lesões que não seriam acessíveis pela colposcopia, especialmente em casos de AGC que podem estar associadas a lesões endometriais ou endocervicais mais altas.
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