IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Mulher 35 anos, assintomática, realizou coleta de citopatológico, que evidenciou atipia de células glandulares, possivelmente não neoplásicas. Diante desse resultado, qual deverá ser a conduta adotada?
Citopatológico com AGC (atipia células glandulares) → colposcopia + estudo cavidade endometrial.
A presença de Atipia de Células Glandulares (AGC) no citopatológico, mesmo que "possivelmente não neoplásicas", exige uma investigação aprofundada. A conduta padrão inclui colposcopia e estudo da cavidade endometrial (biópsia de endométrio ou histeroscopia), pois as lesões glandulares podem estar no colo (endocérvice) ou no endométrio, e o citopatológico tem menor sensibilidade para estas.
A detecção de Atipia de Células Glandulares (AGC) em um exame citopatológico cervical (Papanicolau) é um achado menos comum que as atipias escamosas, mas que carrega um risco significativamente maior de lesões de alto grau ou câncer invasivo, tanto cervical quanto endometrial. A interpretação e a conduta adequadas são fundamentais para o rastreamento e diagnóstico precoce de neoplasias ginecológicas. A fisiopatologia das lesões glandulares envolve frequentemente a infecção persistente por subtipos de HPV de alto risco, especialmente no colo uterino, mas também pode estar associada a patologias endometriais, como hiperplasia e adenocarcinoma. O citopatológico tem limitações na detecção de lesões glandulares, o que justifica uma investigação mais agressiva. A idade da paciente (>35 anos) e a presença de fatores de risco para câncer de endométrio (obesidade, diabetes, sangramento uterino anormal) aumentam a suspeita de origem endometrial. A conduta para AGC, conforme as diretrizes, inclui colposcopia com biópsias direcionadas da endocérvice e, em muitos casos, um estudo da cavidade endometrial. Este pode ser realizado por biópsia de endométrio ou histeroscopia, para excluir patologias endometriais. O seguimento rigoroso é essencial, pois uma parcela considerável dessas pacientes pode ter lesões significativas que não foram detectadas inicialmente.
AGC indica que as células glandulares do colo do útero ou endométrio apresentam alterações que não são claramente benignas nem malignas, exigindo investigação adicional devido ao risco de lesões pré-cancerígenas ou câncer.
A conduta inicial para AGC é a realização de colposcopia com biópsias direcionadas e, dependendo da idade da paciente e fatores de risco, um estudo da cavidade endometrial (biópsia de endométrio ou histeroscopia).
O estudo da cavidade endometrial é crucial porque as células glandulares atípicas podem ser de origem endometrial, e o citopatológico cervical tem baixa sensibilidade para detectar lesões endometriais, especialmente em mulheres acima de 35 anos ou com fatores de risco.
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