HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Mulher de 54 anos de idade, obesa, hipertensa e diabética, realizou citologia oncológica cervico-vaginal cujo laudo foi de atipia em células glandulares (ACG). A propedêutica considerada indispensável é
ACG na citologia → investigar colo (colposcopia) e endométrio (USG transvaginal/biópsia), pois pode indicar lesões glandulares cervicais ou endometriais.
A atipia em células glandulares (ACG) na citologia cervico-vaginal é um achado preocupante que exige investigação completa do colo uterino e do endométrio. A ultrassonografia transvaginal para avaliação do eco endometrial é indispensável, pois a ACG pode ser a manifestação de uma lesão endometrial, especialmente em mulheres pós-menopausa com fatores de risco.
A atipia em células glandulares (ACG) é um achado citológico menos comum que as atipias escamosas, mas com maior risco de associação a lesões pré-invasivas ou invasivas, tanto cervicais quanto endometriais. É um diagnóstico que exige uma investigação aprofundada e sistemática. A prevalência de lesões significativas após um diagnóstico de ACG pode ser de até 20-50%, tornando-o um resultado crítico no rastreamento do câncer ginecológico. A propedêutica para ACG deve ser abrangente, visando identificar a origem da atipia. A colposcopia com biópsia dirigida e curetagem endocervical é fundamental para avaliar o colo uterino. No entanto, a ACG pode ser de origem endometrial, especialmente em mulheres pós-menopausa ou com fatores de risco para câncer de endométrio (obesidade, diabetes, hipertensão). Portanto, a ultrassonografia transvaginal para avaliação do eco endometrial é uma etapa indispensável, mesmo que a colposcopia seja normal ou alterada, pois uma lesão endometrial pode coexistir ou ser a única causa da ACG. Se a ultrassonografia transvaginal mostrar um eco endometrial espessado ou irregular, ou se a paciente tiver fatores de risco, a biópsia endometrial (preferencialmente por histeroscopia) é indicada. O objetivo é descartar lesões como hiperplasia endometrial com atipias ou adenocarcinoma de endométrio. A conduta deve ser individualizada, mas sempre com o objetivo de excluir as patologias mais graves, garantindo um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz.
ACG é um achado citológico que indica alterações nas células glandulares do colo uterino ou endométrio, que podem variar de benignas a lesões pré-malignas ou malignas, como adenocarcinoma in situ ou adenocarcinoma invasivo.
A ultrassonografia transvaginal é indispensável para avaliar o eco endometrial, pois a ACG pode ter origem endometrial (hiperplasia ou câncer), especialmente em mulheres com fatores de risco como obesidade, hipertensão e diabetes, que também são fatores de risco para câncer de endométrio.
A investigação da ACG geralmente inclui colposcopia com biópsia dirigida do colo uterino e curetagem endocervical, além de avaliação endometrial (ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial por histeroscopia ou curetagem) para excluir lesões cervicais e endometriais.
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