UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Gestante de 32 semanas, sem acompanhamento pré-natal, chega ao Pronto Socorro após “perda de consciência”. O marido relata que há várias semanas, suas pernas começaram a inchar muito. Há 5 dias, passou a se queixar de dor de cabeça e quase não respondia ao ser chamada Ao exame: edema de membros inferiores +++; FC=120 bpm; PA= 210 x 140 mmHg; coma superficial; à ausculta respiratória, estertores crepitantes em bases pulmonares. Durante o exame, apresentou convulsão, tendo vomitado e aspirado vômito. No dia seguinte, o raios-x evidencia broncopneumonia. A paciente evoluiu com febre alta, semicomatosa, tendo sido interrogada septicemia em uma única evolução no seu prontuário. Foi a óbito, 4 dias após a internação, com o mesmo quadro. Considerando-se a parte I das causas da morte, no atestado de óbito, assinale a alternativa que representa o preenchimento adequado das linhas a, b, c e d, respectivamente:
Atestado de óbito: Eclâmpsia (causa básica) → Convulsões → Aspiração de vômito → Broncopneumonia.
No atestado de óbito, a Parte I deve seguir a sequência cronológica dos eventos que levaram diretamente à morte, começando pela causa imediata (linha 'a') e retrocedendo até a causa básica (linha 'd'), que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos.
O atestado de óbito é um documento de suma importância legal e epidemiológica, cujo preenchimento correto é essencial para a produção de estatísticas de mortalidade fidedignas. A Parte I do atestado destina-se à descrição da sequência de eventos patológicos que levaram diretamente à morte, desde a causa imediata até a causa básica. No caso apresentado, a paciente com eclâmpsia evoluiu com convulsões, aspiração de vômito e broncopneumonia, que culminaram no óbito. A sequência correta de preenchimento na Parte I deve seguir a lógica causal: a broncopneumonia (a) foi uma consequência da aspiração de vômito (b), que por sua vez foi causada pelas convulsões (c), e a causa original de tudo foi a eclâmpsia (d). Para residentes, compreender a hierarquia e a cronologia das causas da morte é crucial. A causa básica, que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos, é a informação mais relevante para a saúde pública, pois permite direcionar ações de prevenção e controle das doenças que mais contribuem para a mortalidade.
O preenchimento correto é fundamental para a produção de estatísticas vitais confiáveis, que subsidiam o planejamento de políticas públicas de saúde e a vigilância epidemiológica.
A sequência deve ser cronológica e patologicamente plausível, começando pela causa imediata (a) e retrocedendo até a causa básica (d), que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos que levou à morte.
A causa básica é a eclâmpsia, pois foi a condição inicial que desencadeou a sequência de eventos (convulsões, aspiração de vômito, broncopneumonia) que culminaram no óbito.
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