INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma mulher de 23 anos de idade foi admitida na Emergência em trabalho de parto, com ruptura de bolsa uterina. Ela estava na 40ª semana de gestação e com pressão arterial de 170 x 100 mmHg. Duas horas após o parto, apresentou crise convulsiva, sendo controlada com medicação. Uma hora depois, apresentou nova crise convulsiva, que evoluiu para coma, seguido de parada cardíaca irreversível e óbito. A figura a seguir apresenta o formulário relativo ao atestado de óbito: Como se deve preencher adequadamente o atestado de óbito?
Atestado óbito: Causa terminal (a) → Causas intermediárias (b, c) → Causa básica (d).
A causa básica (eclâmpsia) deve ser a última linha preenchida na Parte I, enquanto as complicações imediatas (coma, edema) ocupam as linhas superiores em ordem retrógrada.
O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) é fundamental para as estatísticas de saúde pública e vigilância epidemiológica. Em casos de morte materna, a precisão é vital para identificar falhas na assistência e implementar políticas de redução da mortalidade. A sequência lógica deve ser sempre da causa terminal (mais recente) para a causa básica (evento iniciador). No caso clínico apresentado, a paciente evoluiu de uma pré-eclâmpsia grave para eclâmpsia no puerpério, culminando em convulsões, edema cerebral e coma. Portanto, o coma é o evento final, enquanto a eclâmpsia é a causa básica que desencadeou todo o processo. A gestação de 40 semanas entra como contexto fisiológico relevante, mas a patologia principal é a eclâmpsia.
Na linha 'a' da Parte I, deve-se registrar a causa imediata ou terminal, ou seja, a doença ou complicação que causou diretamente a morte, como o coma ou insuficiência respiratória aguda, decorrente de eventos listados nas linhas abaixo.
A causa básica, que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que conduziram diretamente à morte (neste caso, a eclâmpsia), deve ser anotada na última linha preenchida da Parte I.
A Parte I destina-se à sequência de causas que levaram diretamente ao óbito. A Parte II é reservada para outras condições mórbidas significativas que contribuíram para a morte, mas não entraram na cadeia causal direta.
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