Atestado de Óbito: Deveres e Exceções no Código de Ética Médica

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021

Enunciado

Um médico, no exercício das atribuições do cargo, se nega a atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência. Considerando o fato hipotético narrado, assinale a alternativa verdadeira, nos termos do Código de Ética Médica.

Alternativas

  1. A) O médico é obrigado a atestar o óbito mesmo que não o tenha verificado pessoalmente, ou que não tenha prestado assistência ao paciente.
  2. B) O médico somente será obrigado a atestar o óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência após a necropsia e verificação médico-legal.
  3. C) O médico pode deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência se a conduta oferecer risco a sua integridade física ou a de terceiros.
  4. D) O médico pode deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência quando houver indícios de morte violenta.

Pérola Clínica

Médico pode recusar atestar óbito se houver indícios de morte violenta → acionar autoridades competentes.

Resumo-Chave

O Código de Ética Médica estabelece que o médico assistente tem o dever de atestar o óbito de seu paciente, exceto em casos de morte violenta ou suspeita, onde a responsabilidade passa para o médico legista. Isso garante a investigação adequada da causa mortis.

Contexto Educacional

O atestado de óbito é um documento médico-legal de extrema importância, fundamental para o registro civil, para fins estatísticos de saúde pública e para a família do falecido. O Código de Ética Médica (CEM) estabelece claramente as responsabilidades do médico em relação à sua emissão, visando garantir a veracidade das informações e a correta condução dos procedimentos legais. De acordo com o CEM, o médico que prestou assistência ao paciente e verificou pessoalmente o óbito tem o dever de atestá-lo, descrevendo a causa da morte de forma clara e precisa. No entanto, há uma exceção crucial: em casos de morte violenta (homicídio, suicídio, acidente) ou suspeita de morte não natural, o médico assistente deve abster-se de atestar o óbito e comunicar imediatamente as autoridades policiais para que o caso seja encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e um médico legista realize a necropsia e emita o documento. Compreender essa distinção é vital para a prática médica e para a preparação para provas de residência. A recusa em atestar um óbito em situações de morte violenta não é uma falha ética, mas sim o cumprimento de uma norma que visa preservar a integridade da investigação criminal e a correta apuração da causa mortis, evitando fraudes ou encobrimentos. O médico deve sempre agir com ética, responsabilidade e conhecimento das leis que regem sua profissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as situações em que o médico assistente pode se recusar a atestar um óbito?

O médico assistente pode se recusar a atestar um óbito quando há indícios de morte violenta ou suspeita, pois nesses casos a responsabilidade pela determinação da causa mortis e emissão do atestado recai sobre o médico legista.

Qual a importância do atestado de óbito na prática médica e legal?

O atestado de óbito é um documento médico-legal fundamental que registra a causa da morte e permite o sepultamento, além de ter implicações legais e estatísticas. Ele é crucial para a saúde pública e para a família do falecido.

O que o Código de Ética Médica estabelece sobre a responsabilidade do médico em relação ao atestado de óbito?

O Código de Ética Médica determina que é dever do médico atestar o óbito de seus pacientes, desde que tenha prestado assistência e verificado pessoalmente a morte, excetuando-se as situações de morte violenta ou suspeita.

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