USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Paciente de 65 anos de idade, hipertenso há 30 anos e com diagnóstico de diabete desde 2010, foi internado em 30 de dezembro de 2017 com crise hipertensiva seguida de acidente vascular encefálico hemorrágico que produziu extensas sequelas motoras. No dia 15 de janeiro de 2018 foi diagnosticada pneumonia aspirativa. Após três dias, desenvolveu quadro séptico e evoluiu para óbito. No preenchimento do atestado de óbito, as seguintes informações devem ser colocadas como causa imediata e como causa básica, respectivamente
Atestado de óbito: Causa imediata = evento final (sepse); Causa básica = doença inicial da cascata (hipertensão arterial sistêmica).
No preenchimento do atestado de óbito, a causa imediata é a condição que levou diretamente à morte, enquanto a causa básica é a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos que culminaram no óbito. É fundamental identificar a cadeia causal completa para um registro preciso.
O atestado de óbito é um documento legal e epidemiológico de extrema importância, que registra as causas da morte de um indivíduo. Seu preenchimento correto é fundamental para a obtenção de dados estatísticos de saúde pública e para a compreensão das tendências de morbimortalidade. A estrutura do atestado exige a identificação da causa imediata, causas intermediárias e a causa básica da morte. A causa imediata é a doença ou condição que levou diretamente ao óbito, sendo o último evento na cadeia patológica. As causas intermediárias são as condições que precederam a causa imediata e foram consequência da causa básica. A causa básica da morte é definida como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. No caso apresentado, a hipertensão arterial sistêmica é a causa básica, pois desencadeou o AVE hemorrágico, que resultou em sequelas motoras e, consequentemente, na pneumonia aspirativa. A pneumonia aspirativa, por sua vez, levou à sepse, que foi a causa imediata do óbito. O entendimento dessa sequência causal é vital para o preenchimento preciso do atestado de óbito e para a análise epidemiológica da saúde da população.
A causa imediata da morte é a doença ou condição que levou diretamente ao óbito, sendo o último evento na cadeia patológica. A causa básica da morte é a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte.
Para identificar a causa básica em pacientes com múltiplas comorbidades, deve-se traçar a cadeia de eventos patológicos de trás para frente, perguntando 'o que causou isso?' até chegar à condição original que desencadeou toda a cascata, que geralmente é uma doença crônica subjacente.
O preenchimento correto do atestado de óbito é crucial para a obtenção de estatísticas de saúde pública precisas, que orientam políticas de saúde, pesquisas epidemiológicas e alocação de recursos. Além disso, é um documento legal para a família do falecido.
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