SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2017
Paciente, sexo feminino, 30 anos, estava em viagem de férias para atividades de alpinismo quando sofreu acidente com queda de altura correspondente a 7 metros. Recolhida e levada ao hospital pelo serviço de resgate, foi submetida à cirurgia em virtude de traumatismo crânio encefálico, evoluindo para óbito após 2 dias. O diagnóstico a ser colocado na Parte I do atestado de óbito é;
Atestado de Óbito Parte I → cadeia de eventos que levou à morte, do mais recente ao mais antigo, com a causa básica no final.
A Parte I do atestado de óbito deve descrever a sequência de eventos que levaram diretamente à morte, começando pela causa imediata e retrocedendo até a causa básica. No caso de um traumatismo, a causa básica é o próprio traumatismo, e as causas intermediárias e imediatas são as complicações decorrentes dele.
O preenchimento correto do atestado de óbito é uma responsabilidade médica fundamental, com implicações legais e estatísticas significativas. A Parte I do documento destina-se a registrar a cadeia de eventos que levou à morte, em ordem cronológica inversa. A linha 'a' deve conter a causa imediata da morte, a 'b' a causa antecedente da 'a', e a 'c' a causa básica, que é a doença ou lesão que iniciou a sequência de eventos fatais. No caso de um traumatismo crânio-encefálico (TCE) decorrente de uma queda, o TCE seria a causa básica da morte. As complicações diretas do TCE, como edema cerebral, hemorragia ou herniação cerebral, seriam as causas intermediárias e imediatas. É crucial que o médico identifique a causa básica, pois ela é utilizada para estatísticas de mortalidade e planejamento em saúde pública. Para residentes, a prática de preencher atestados de óbito exige clareza diagnóstica e compreensão da fisiopatologia da morte. Erros comuns incluem listar sintomas em vez de diagnósticos, ou inverter a ordem da cadeia de eventos. A alternativa 'asma brônquica' na questão é um exemplo de diagnóstico completamente alheio ao quadro clínico apresentado, destacando a importância de uma correlação clínica precisa para o preenchimento adequado do documento.
A Parte I do atestado de óbito deve registrar a sequência de eventos patológicos que levaram diretamente à morte, começando pela causa imediata (linha 'a') e retrocedendo até a causa básica (linha 'c' ou 'd').
A causa imediata é a condição final que levou à morte. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos patológicos que, sem interrupção, levou à morte. É a condição que se deseja prevenir.
Em caso de traumatismo, a causa básica é o traumatismo (ex: Traumatismo Crânio Encefálico). As causas intermediárias e imediatas seriam as complicações diretas do traumatismo, como edema cerebral, hemorragia intracraniana ou falência de múltiplos órgãos.
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