Atestado de Óbito: Papel do Médico na Atenção Primária

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Pedro, 42 anos de idade, procura a Clínica da Família Nenzinho Ribeiro devido a falecimento de seu pai, Sr.João, que ocorreu em casa. "Seu" João era acompanhado pela médica de Família da Equipe Esperança e tinha diagnóstico de câncer de intestino já em fase terminal. Sobre o atestado de óbito, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) As outras morbidades que não influíram diretamente na morte do paciente devem ser registradas no anexo do atestado.
  2. B) O médico da Atenção Primária pode emitir o atestado de óbito em caso de morte natural para pacientes aos quais vinha prestando assistência.
  3. C) Como não ocorreu a morte na sua presença, o médico da Atenção Primária fica proibido de emitir atestado de óbito.
  4. D) O médico da Atenção Primária deve acionar o IML.

Pérola Clínica

Médico assistente pode emitir atestado de óbito para morte natural de paciente sob seus cuidados, mesmo sem presenciar o óbito.

Resumo-Chave

O médico que vinha prestando assistência ao paciente pode emitir o atestado de óbito em caso de morte natural, mesmo que não tenha presenciado o momento exato do falecimento. Isso é válido quando a causa da morte é conhecida e decorre da doença de base acompanhada.

Contexto Educacional

O atestado de óbito é um documento médico-legal de extrema importância, e a sua emissão é uma responsabilidade do médico. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), o médico de família desempenha um papel crucial, especialmente em casos de morte natural de pacientes sob seus cuidados contínuos. A legislação brasileira e as normativas do Conselho Federal de Medicina (CFM) orientam essa prática. É correto que o médico assistente, aquele que vinha prestando assistência ao paciente, pode emitir o atestado de óbito em caso de morte natural, mesmo que não tenha presenciado o momento exato do falecimento. O critério fundamental é o conhecimento da causa da morte, que deve ser baseada no histórico clínico do paciente e na evolução da doença. Isso é particularmente relevante para pacientes com doenças crônicas ou terminais, como o câncer, que são acompanhados na APS. Em situações onde a morte é violenta, suspeita, ou a causa é desconhecida e o paciente não tinha assistência médica prévia, o médico não deve emitir o atestado. Nesses casos, o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) é acionado para mortes naturais de causa indeterminada ou sem assistência, e o Instituto Médico Legal (IML) para mortes violentas ou suspeitas, garantindo a investigação adequada e a correta emissão do documento.

Perguntas Frequentes

Quando o médico da Atenção Primária pode emitir o atestado de óbito?

O médico da Atenção Primária pode emitir o atestado de óbito em casos de morte natural de pacientes aos quais vinha prestando assistência, desde que conheça a causa da morte e possa atestá-la com base no histórico clínico.

Qual a diferença entre morte natural e morte violenta para fins de atestado de óbito?

Morte natural é aquela decorrente de doenças ou causas fisiológicas, sem intervenção externa. Morte violenta (acidentes, homicídios, suicídios) ou suspeita de causa não natural exige acionamento do IML para investigação.

O que fazer se o médico não conhece a causa da morte ou não acompanhava o paciente?

Nesses casos, o médico não deve emitir o atestado. Deve-se acionar o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para mortes naturais sem assistência ou causa desconhecida, ou o Instituto Médico Legal (IML) para mortes violentas ou suspeitas.

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