Atestado de Óbito: Preenchimento Correto da Causa da Morte

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2016

Enunciado

Mulher de 39 anos de idade, hipertensa crônica, grávida de 39 semanas, em trabalho de parto. Evoluiu com parto normal, seguido de parada cardiorespiratória, que foi revertida, mantendo PA= 200x120mmHg e cianose. Evoluiu com edema agudo de pulmão, que culminou em coma, midríase, oligúria e óbito. Após autópsia, ao preencher o atestado de óbito, deve-se colocar como "Doença ou atestado mórbido que causou diretamente a morte", primeira linha (linha a):

Alternativas

  1. A) Edema agudo de pulmão.
  2. B) Eclampsia pós-parto.
  3. C) Parto normal.
  4. D) Coma profundo.

Pérola Clínica

Atestado de óbito: Linha 'a' = causa imediata da morte (ex: Edema Agudo de Pulmão), Linha 'b' = causa antecedente (ex: Eclâmpsia), Linha 'c' = causa básica (ex: Hipertensão Crônica).

Resumo-Chave

Ao preencher o atestado de óbito, a linha 'a' deve conter a causa imediata ou direta da morte, ou seja, a condição final que levou ao óbito. No caso descrito, o edema agudo de pulmão foi a complicação final que culminou na falência de múltiplos órgãos e no óbito, sendo a manifestação mais próxima da parada cardiorrespiratória e do coma.

Contexto Educacional

O preenchimento correto do atestado de óbito é uma responsabilidade médica crucial, com implicações legais, epidemiológicas e estatísticas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece diretrizes para a sequência de eventos que levam à morte, distinguindo a causa direta, as causas antecedentes e a causa básica. A causa direta (linha a) é a doença ou lesão que produziu a morte diretamente, sem a interposição de outra doença ou lesão. As causas antecedentes (linhas b, c, d) são as condições que levaram à causa direta, em ordem cronológica inversa. A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte. No caso clínico apresentado, a paciente, hipertensa crônica, desenvolveu complicações graves após o parto, incluindo parada cardiorrespiratória, hipertensão descontrolada, cianose e edema agudo de pulmão, culminando em coma e óbito. O edema agudo de pulmão foi a condição final e imediata que levou à falência respiratória e cardiovascular, sendo, portanto, a causa direta da morte. A eclâmpsia pós-parto seria uma causa antecedente, e a hipertensão crônica a causa básica, que desencadeou toda a cascata de eventos. Para residentes, é fundamental compreender essa hierarquia para evitar erros comuns no preenchimento, como inverter a ordem das causas ou colocar sintomas inespecíficos como causa direta. A eclâmpsia, embora grave, é uma síndrome que pode levar a diversas complicações, sendo o edema agudo de pulmão uma delas. Portanto, o edema agudo de pulmão representa a manifestação final e letal da eclâmpsia neste contexto, sendo a condição que diretamente causou a falência dos sistemas vitais.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre causa direta, antecedente e básica da morte no atestado de óbito?

A causa direta (linha a) é a doença ou lesão que produziu a morte. A causa antecedente (linha b) é a condição que levou à causa direta. A causa básica (linha c ou d) é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos que levou à morte.

Por que o edema agudo de pulmão é a causa direta da morte neste caso?

O edema agudo de pulmão foi a complicação final e imediata que levou à falência respiratória e cardiovascular, culminando no coma e óbito, sendo a condição mais próxima no tempo da parada cardiorrespiratória.

Como a eclâmpsia e a hipertensão crônica se encaixariam no atestado de óbito neste cenário?

A hipertensão crônica seria a causa básica (linha c ou d), a eclâmpsia pós-parto seria a causa antecedente (linha b), e o edema agudo de pulmão seria a causa direta (linha a), formando a sequência etiológica.

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