UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
Paciente com história de febre reumática há 20 anos, que levou à estenose mitral, como consequência. Há 5 anos, iniciou quadro de insuficiência cardíaca congestiva, a qual se manteve compensada com o tratamento. Ultimamente, o quadro se agravou e a insuficiência cardíaca tornou-se irreversível. Paciente evoluiu para óbito. Ressalta-se ainda que, há 4 anos, houve diagnóstico de hipertensão arterial. Considerando-se a parte I das causas da morte, no atestado de óbito, assinale a alternativa que representa o preenchimento adequado das linhas a, b, c e d, respectivamente:
Atestado de óbito Parte I: (a) Causa imediata → (b) Causa intermediária → (c) Causa básica (doença inicial).
O preenchimento correto do atestado de óbito na Parte I segue uma sequência lógica de eventos que levaram à morte. A linha (a) é a causa imediata, (b) a intermediária e (c) a causa básica, que é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos. A hipertensão arterial, embora presente, não faz parte da sequência etiológica direta da morte neste caso.
O atestado de óbito é um documento médico-legal de extrema importância, tanto para fins estatísticos de saúde pública quanto para questões jurídicas e administrativas. Seu preenchimento correto é uma habilidade fundamental para qualquer médico, especialmente residentes. A Parte I do atestado destina-se a registrar a sequência de eventos que levaram diretamente à morte, começando pela causa imediata (linha a) e retrocedendo até a causa básica (linha c). A causa imediata (a) é a doença ou complicação que diretamente levou ao óbito. A causa intermediária (b) é a condição que levou à causa imediata. A causa básica (c) é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte. No caso apresentado, a febre reumática é a doença original (causa básica) que causou a estenose mitral (causa intermediária), que por sua vez levou à insuficiência cardíaca congestiva (causa imediata) e, consequentemente, ao óbito. A hipertensão arterial, embora seja uma comorbidade relevante, não faz parte da sequência etiológica direta que culminou na insuficiência cardíaca e morte neste cenário específico. Ela seria registrada na Parte II do atestado, como uma condição que contribuiu para o óbito, mas não estava na cadeia causal direta. O entendimento preciso dessa hierarquia é vital para a correta codificação das causas de morte e para a análise epidemiológica.
A Parte I descreve a sequência de eventos que levaram diretamente à morte (causa imediata, intermediária, básica). A Parte II lista outras condições significativas que contribuíram para a morte, mas não fazem parte da sequência etiológica direta.
A causa básica é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de eventos mórbidos que, sem interrupção, levou à morte. É a condição mais remota na sequência etiológica direta.
Erros comuns incluem inversão da sequência das causas, uso de termos inespecíficos ou sintomas como causa de morte, e não registrar todas as condições relevantes de forma clara e concisa.
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