SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Paciente sexo masculino, 70 anos, sedentário e obeso. Vem evoluindo há dois anos com dispneia aos esforços. Foi ao médico, que diagnosticou hipertensão arterial e cardiopatia hipertensiva, e iniciou o tratamento. Há dois meses, insuficiência cardíaca congestiva e, hoje, teve edema agudo de pulmão, falecendo após 8 horas do internamento. Há três meses, foi diagnosticado câncer de bexiga. No atestado de óbito deve constar como causa direta da morte
Causa direta da morte = evento final na cadeia fisiopatológica que levou ao óbito (ex: Edema Agudo de Pulmão).
No atestado de óbito, a causa direta é a condição final que levou à morte, enquanto as causas antecedentes formam a cadeia etiológica. Condições concomitantes, como o câncer de bexiga neste caso, são listadas separadamente se não estiverem na cadeia direta.
O preenchimento correto do atestado de óbito é uma responsabilidade médica de grande importância, com implicações legais, epidemiológicas e estatísticas. A compreensão da cadeia de eventos que levam à morte é crucial para identificar a causa direta, as causas antecedentes e a causa básica, conforme as diretrizes da Classificação Internacional de Doenças (CID). A causa direta é o evento final e imediato que culminou no óbito, enquanto as causas antecedentes são as condições que, em sequência, levaram a esse evento final. No caso apresentado, a hipertensão arterial levou à cardiopatia hipertensiva, que evoluiu para insuficiência cardíaca congestiva, culminando em edema agudo de pulmão como a causa direta da morte. O câncer de bexiga, embora presente, não estava na cadeia fisiopatológica que resultou no edema agudo de pulmão e, portanto, seria listado como uma condição concomitante na Parte II do atestado, não como parte da sequência direta. Residentes devem dominar essa habilidade para garantir a precisão dos dados de mortalidade e evitar erros que possam comprometer investigações epidemiológicas ou processos legais. A clareza e a lógica na descrição da sequência de eventos são essenciais para a validade do documento e para a compreensão da morbimortalidade na população.
A causa direta da morte é a doença ou lesão que produziu diretamente a morte, sendo o evento final na cadeia de acontecimentos que levou ao óbito. Ela é registrada na linha 'Ia' do atestado de óbito.
A causa direta é o evento terminal. As causas antecedentes são as condições que levaram progressivamente à causa direta, formando uma sequência lógica e cronológica (Ib, Ic, Id). A causa básica é a doença ou lesão que iniciou toda a cadeia de eventos mórbidos.
Condições concomitantes que contribuíram para a morte, mas não estavam na cadeia etiológica direta, são registradas na Parte II do atestado de óbito. No caso, o câncer de bexiga seria um exemplo de condição a ser registrada nesta seção.
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