Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Dentre os vasos abdominais, assinale a alternativa que indica o mais propenso à obstrução ateromatosa:
Aorta abdominal: vaso mais propenso à obstrução ateromatosa devido ao seu grande calibre e fluxo turbulento.
A aorta abdominal é o vaso abdominal mais propenso à obstrução ateromatosa devido ao seu grande calibre, alta pressão e fluxo sanguíneo turbulento, especialmente nas bifurcações e nas origens de seus ramos. Essas condições favorecem o acúmulo de placas ateroscleróticas, levando a estenoses e aneurismas.
A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica das artérias de grande e médio calibre, caracterizada pela formação de placas ateromatosas na íntima vascular. É a principal causa de morbidade e mortalidade cardiovascular em todo o mundo, levando a eventos como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica. A aorta, sendo a maior artéria do corpo, é um sítio primário para o desenvolvimento da aterosclerose, e a porção abdominal é particularmente vulnerável. Compreender a localização preferencial e as implicações é crucial para a prática clínica. A fisiopatologia da aterosclerose na aorta abdominal está ligada a fatores hemodinâmicos e sistêmicos. A aorta abdominal está sujeita a forças de cisalhamento elevadas e fluxo sanguíneo turbulento, especialmente em suas bifurcações (como a bifurcação ilíaca) e nas origens de seus ramos principais (artérias renais, mesentéricas). Essas condições favorecem a disfunção endotelial, o acúmulo de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) oxidadas, a migração de monócitos e a formação de células espumosas, culminando na formação da placa aterosclerótica. Fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo e idade avançada aceleram esse processo. As consequências da aterosclerose na aorta abdominal são significativas. Pode levar à estenose e oclusão, causando isquemia em órgãos supridos por seus ramos ou nos membros inferiores (doença arterial periférica). Mais notavelmente, a aterosclerose é a principal causa do aneurisma da aorta abdominal (AAA), uma dilatação progressiva da artéria que, se não tratada, pode romper e causar hemorragia maciça e morte. O manejo envolve controle rigoroso dos fatores de risco, medicamentos antiplaquetários, e em casos avançados, intervenção cirúrgica ou endovascular para estenoses significativas ou aneurismas com risco de ruptura.
A aorta abdominal é suscetível devido ao seu grande diâmetro, à alta pressão sanguínea e ao fluxo turbulento, especialmente nas bifurcações (como a ilíaca) e nas origens dos ramos. Esses fatores hemodinâmicos criam estresse de cisalhamento na parede do vaso, favorecendo a disfunção endotelial e o acúmulo de placas ateroscleróticas.
As principais complicações incluem a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), que pode levar à claudicação intermitente e isquemia de membros inferiores, e o aneurisma da aorta abdominal (AAA), que é uma dilatação patológica da artéria com risco de ruptura e hemorragia fatal.
O diagnóstico pode ser feito por exames de imagem como ultrassonografia Doppler, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome. Esses exames permitem visualizar as placas ateroscleróticas, medir o diâmetro da aorta e avaliar o grau de estenose ou dilatação.
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