UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
A principal causa de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico é:
IAM e AVC isquêmico → Aterosclerose é a principal causa subjacente.
A aterosclerose é a doença crônica inflamatória das artérias que leva à formação de placas ateroscleróticas. A ruptura dessas placas e a subsequente formação de trombos são os eventos fisiopatológicos centrais que ocluem os vasos sanguíneos, resultando em isquemia e necrose tecidual, como no IAM e AVC isquêmico.
A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica e progressiva das artérias de médio e grande calibre, caracterizada pela formação de placas ateroscleróticas na camada íntima dos vasos. Esta patologia é a principal causa subjacente de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares agudos, como o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade associada, sendo a principal causa de morte no mundo. A fisiopatologia da aterosclerose envolve a disfunção endotelial, acúmulo de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) oxidadas na parede arterial, inflamação, migração e proliferação de células musculares lisas e formação de uma capa fibrosa sobre um núcleo lipídico. O evento crítico que leva ao IAM ou AVC isquêmico é a ruptura ou erosão da placa aterosclerótica, que expõe o conteúdo trombogênico ao sangue, ativando a cascata de coagulação e resultando na formação de um trombo oclusivo. O manejo da aterosclerose foca na prevenção primária e secundária, controlando os fatores de risco modificáveis como hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo e sedentarismo. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e farmacoterapia (estatinas, antiagregantes plaquetários, anti-hipertensivos). Compreender a aterosclerose é fundamental para a prática clínica, permitindo a identificação precoce de pacientes em risco e a implementação de estratégias eficazes para prevenir eventos cardiovasculares catastróficos.
A aterosclerose forma placas nas artérias. A ruptura dessas placas expõe o conteúdo trombogênico, levando à formação de um trombo que oclui o vaso, causando isquemia e infarto no miocárdio ou no cérebro.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo, obesidade, sedentarismo, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular precoce.
A hipertensão arterial sistêmica é um importante fator de risco para a aterosclerose, pois o estresse hemodinâmico elevado nas paredes dos vasos sanguíneos contribui para a disfunção endotelial e acelera a formação e progressão das placas ateroscleróticas.
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