UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Paciente masculino com 70 anos, fumante com dislipidemia, hipertensão e aneurisma abdominal, é submetido a uma aortografia e desenvolve uma lesão renal aguda. No exame físico é observado livedo reticular em membros inferiores e no exame qualitativo de urina apresenta hematúria e 1+ de albumina. Constata-se ainda, proteína C reativa elevada e eosinofilia transitória. Sobre a abordagem da lesão renal aguda, marque a alternativa CORRETA:
Ateroembolismo renal pós-procedimento vascular → LRA, livedo reticular, eosinofilia. Tratamento é suporte, não há terapia específica.
O ateroembolismo renal é uma complicação grave de procedimentos vasculares, especialmente em pacientes com aterosclerose avançada. A tríade clássica inclui lesão renal aguda, livedo reticular e eosinofilia. Não existe tratamento específico para reverter a causa, sendo a abordagem focada em suporte e prevenção de novas embolias.
O ateroembolismo renal é uma condição grave caracterizada pela embolização de cristais de colesterol de placas ateroscleróticas para a microvasculatura renal, geralmente precipitada por procedimentos invasivos como cateterismos ou cirurgias vasculares. É mais comum em idosos com aterosclerose avançada, hipertensão e dislipidemia, e sua incidência tem aumentado com o envelhecimento da população e a maior frequência de intervenções vasculares. A importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade associadas à lesão renal aguda e ao comprometimento de outros órgãos. A fisiopatologia envolve a ruptura de placas ateroscleróticas e a liberação de êmbolos de colesterol que ocluem pequenas artérias renais, levando à isquemia e inflamação. O diagnóstico é clínico, baseado na história de procedimento vascular recente, lesão renal aguda e achados como livedo reticular, eosinofilia e elevação de marcadores inflamatórios. A suspeita deve ser alta em pacientes de risco que desenvolvem LRA após manipulação da aorta. O tratamento do ateroembolismo renal é primariamente de suporte, visando à preservação da função renal e ao manejo das complicações. Não há terapia específica que reverta a oclusão microvascular. Medidas incluem controle da pressão arterial, otimização do volume intravascular, e, em alguns casos, diálise. A prevenção, através da minimização de manipulações aórticas e uso de técnicas menos invasivas, é fundamental. O prognóstico é variável e depende da extensão do comprometimento renal e de outros órgãos.
O ateroembolismo renal manifesta-se tipicamente com lesão renal aguda, livedo reticular (especialmente em membros inferiores), e pode ser acompanhado de eosinofilia transitória, dor abdominal e outros sinais de isquemia em múltiplos órgãos.
A conduta inicial é de suporte, incluindo otimização da função renal, controle da pressão arterial e manejo de comorbidades. Não há terapia específica para reverter o quadro, e a prevenção é crucial em pacientes de risco submetidos a procedimentos vasculares.
A presença de livedo reticular, eosinofilia e história de procedimento vascular recente em paciente com aterosclerose avançada são fortes indicativos de ateroembolismo. A biópsia renal pode confirmar o diagnóstico, mas é raramente necessária para iniciar o manejo de suporte.
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