FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2018
A violência sexual atinge mais as mulheres e envolve abordagens preventivas para redução de danos à saúde. Frente a um atendimento à mulher vítima desse tipo de agressão, as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde para o adequado atendimento multiprofissional são:
Atendimento à vítima de violência sexual: acolher, notificar, profilaxias IST/gravidez, apoio psicossocial.
O atendimento integral à mulher vítima de violência sexual, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, abrange desde o acolhimento e notificação compulsória até a profilaxia de ISTs e gravidez indesejada, além do suporte psicossocial e orientação legal. É crucial a abordagem multiprofissional para redução de danos.
O atendimento à mulher vítima de violência sexual é uma questão de saúde pública complexa e exige uma abordagem multiprofissional e humanizada. A violência sexual, que afeta predominantemente mulheres, tem graves consequências físicas, psicológicas e sociais, tornando o manejo adequado crucial para a redução de danos e a recuperação da vítima. As diretrizes do Ministério da Saúde enfatizam a importância do acolhimento, da notificação compulsória e da oferta de um pacote completo de cuidados. A conduta médica envolve a prescrição de profilaxias para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo HIV, sífilis, hepatite B, clamídia e gonorreia, além da contracepção de emergência para prevenir uma gravidez indesejada. É vital que essas intervenções sejam realizadas o mais rapidamente possível após a agressão para maximizar sua eficácia. A orientação sobre os direitos da vítima e as leis relacionadas à violência sexual também faz parte do processo. Além das medidas clínicas, o acompanhamento psicológico e médico-ambulatorial a longo prazo é indispensável para auxiliar na recuperação do trauma. Residentes e profissionais de saúde devem estar aptos a identificar, acolher e encaminhar adequadamente essas pacientes, garantindo um cuidado integral que respeite a autonomia e a dignidade da mulher.
O atendimento inicial deve focar no acolhimento humanizado, na avaliação clínica para identificação de lesões, na coleta de vestígios (se aplicável e consentido) e na oferta de profilaxias essenciais.
Devem ser oferecidas profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) virais e não virais, como HIV, sífilis, hepatite B, clamídia e gonorreia, além de contracepção de emergência para prevenir gravidez indesejada.
A notificação compulsória é fundamental para a vigilância epidemiológica, permitindo o mapeamento da violência, a formulação de políticas públicas e a proteção de outras potenciais vítimas, além de ser um direito da vítima.
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