Violência Sexual: Conduta de Emergência e Contracepção

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020

Enunciado

Adolescente de 13 anos é levada à emergência imediatamente após ter sido vítima de violência sexual com penetração. No atendimento a essa paciente, a conduta recomendada é:

Alternativas

  1. A) realizar contracepção de emergência em até cinco dias
  2. B) realizar exame físico apenas após avaliação pericial em delegacia especializada
  3. C) prescrever imunoglobulina humana anti-hepatite B, independente de comprovação de imunização prévia
  4. D) solicitar sorologias para sífilis, hepatites B e C e anti-HIV seis meses após o primeiro atendimento em função da janela imunológica

Pérola Clínica

Violência sexual: Contracepção de emergência (até 5 dias) + profilaxias IST/HIV + imunização.

Resumo-Chave

Em casos de violência sexual, a contracepção de emergência é uma prioridade, podendo ser administrada em até 5 dias (120 horas) após o ato. Além disso, é fundamental iniciar profilaxia para ISTs e HIV, e avaliar a necessidade de imunização contra hepatite B e tétano, sempre com acolhimento e suporte psicossocial.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar, humanizada e ágil. O foco principal é a saúde e o bem-estar da vítima, com a prevenção de gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e HIV, além do suporte psicossocial. A idade da vítima, como no caso de uma adolescente de 13 anos, reforça a necessidade de atenção especial e acolhimento. A conduta imediata na emergência inclui a oferta de contracepção de emergência, que pode ser realizada em até 120 horas (cinco dias) após o ato sexual desprotegido, sendo mais eficaz quanto antes for administrada. Além disso, é crucial iniciar a profilaxia para ISTs (como sífilis, gonorreia e clamídia) e a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, que deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras 72 horas. A imunização contra hepatite B (se a vítima não for previamente imunizada) e a atualização da vacina antitetânica também são importantes. O atendimento deve incluir a coleta de vestígios forenses, se a vítima consentir, e o registro detalhado do caso, respeitando a privacidade e a autonomia da paciente. O encaminhamento para acompanhamento psicossocial e ginecológico é fundamental para a recuperação a longo prazo. É imperativo que o atendimento médico não seja condicionado à realização de boletim de ocorrência ou avaliação pericial, garantindo que as intervenções de saúde sejam prioritárias e realizadas dentro dos prazos de eficácia.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo máximo para a administração da contracepção de emergência após violência sexual?

A contracepção de emergência deve ser administrada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 72 horas, mas pode ser eficaz em até 120 horas (cinco dias) após a relação sexual desprotegida.

Quais profilaxias devem ser oferecidas após violência sexual?

Devem ser oferecidas profilaxias para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, clamídia e gonorreia, e profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV. A imunização contra hepatite B e tétano também deve ser avaliada.

É necessário aguardar a avaliação pericial para iniciar o tratamento?

Não. A assistência médica à vítima de violência sexual, incluindo a contracepção de emergência e as profilaxias, é uma prioridade e não deve ser condicionada à avaliação pericial. A coleta de vestígios pode ser feita concomitantemente ou posteriormente, sem atrasar o tratamento.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo