Violência Sexual: Atendimento Inicial e Profilaxias Essenciais

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2021

Enunciado

Menina de 15 anos, vítima de estupro há 13 horas é atendida por você na unidade de saúde. Foi agredida e refere que ocorreu coito vaginal. Nega comorbidades ou uso de medicações no momento. Menarca aos 14 anos e última menstruação há 10 dias. Considerando esse caso clínico, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) não há necessidade de contracepção de emergência.
  2. B) no primeiro atendimento deve ser realizada a coleta de material vaginal e anal com swab.
  3. C) como o estrupo ocorreu há mais de 12 horas, não está mais indicado o uso de profilaxia para HIV.
  4. D) antes do atendimento médico, é importante a realização do boletim de ocorrência e o exame de corpo delito.
  5. E) inicialmente, a paciente será encaminhada para o Instituto Médico Legal para perícia e, posteriormente, para o atendimento médico hospitalar.

Pérola Clínica

Vítima de estupro: atendimento imediato inclui coleta de material, profilaxias (HIV, IST, gravidez) e suporte psicossocial.

Resumo-Chave

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médico-legal. A coleta de material para exames (vaginal e anal) deve ser prioritária para fins diagnósticos e forenses, sem depender de boletim de ocorrência prévio, e as profilaxias devem ser iniciadas o mais rápido possível.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma situação complexa que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. É crucial que o profissional de saúde esteja ciente dos protocolos para garantir não apenas a saúde física e mental da vítima, mas também a coleta adequada de evidências forenses. A violência sexual é um problema de saúde pública com sérias consequências físicas, psicológicas e sociais, e o tempo é um fator crítico para a eficácia das intervenções profiláticas. A avaliação inicial deve focar na segurança da paciente e na identificação de lesões. A coleta de material vaginal e anal com swab é fundamental para a detecção de espermatozoides e outras evidências, além de amostras para ISTs. A profilaxia pós-exposição para HIV deve ser iniciada idealmente nas primeiras 72 horas, assim como a contracepção de emergência. A profilaxia para outras ISTs (sífilis, clamídia, gonorreia, hepatite B) também deve ser considerada. O suporte psicossocial é uma parte integrante do cuidado, oferecendo um ambiente seguro e de escuta. A decisão sobre a realização de boletim de ocorrência e exame de corpo de delito é da vítima, e o atendimento médico não deve ser condicionado a essas etapas. O objetivo principal é minimizar os danos à saúde da vítima e prevenir complicações a longo prazo, como gravidez indesejada e infecções.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos no atendimento a uma vítima de violência sexual?

Os primeiros passos incluem acolhimento humanizado, coleta de material para exames (vaginal e anal), avaliação clínica, e início das profilaxias para IST, HIV e gravidez, além de suporte psicossocial.

Até quando é eficaz a contracepção de emergência após estupro?

A contracepção de emergência é mais eficaz nas primeiras 72 horas após o coito desprotegido, mas pode ser considerada até 120 horas (5 dias), dependendo do método utilizado e da avaliação médica.

É necessário aguardar o boletim de ocorrência para iniciar o atendimento médico?

Não, o atendimento médico à vítima de violência sexual é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente, independentemente da realização prévia de boletim de ocorrência ou exame de corpo de delito.

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