Atendimento Violência Sexual: Protocolo MS e Condutas Essenciais

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Você está atendendo na UPA uma adolescente vítima de violência sexual por pessoa desconhecida. O Centro Médico de acolhimento a essas vítimas fica em uma distância de 5 horas da UPA em que você está com a paciente. Após acolhê la, você explica as medidas a serem tomadas. As alternativas a seguir descrevem algumas medidas a serem tomadas no atendimento de pessoas vítimas de violência sexual. Das alternativas a seguir, qual descreve corretamente algumas dessas medidas, segundo o Protocolo do Ministério da Saúde?

Alternativas

  1. A) Anamnese dirigida, exame físico e PEP para HIV que deverá ser realizada com antirretrovirais após 72 horas da exposição.
  2. B) Exame Físico e profilaxia para Vaginose Bacteriana com Metronidazol 400mg, 5 comprimidos via oral em dose única associado à Ceftriaxona 500mg Intramuscular em dose única.
  3. C) Anamnese, Exame Geral e Ginecológico, Profilaxia para Sífilis com Penicilina G Cristalina 2,4milhões Ul aplicados Intra muscular.
  4. D) Anticoncepção de emergência com Levonorgestrel 0,75mg 2 comprimidos em dose única e providências policiais e judiciais cabíveis.
  5. E) Testagem rápida para Sífilis, HIV e Hepatites Virais B e C. Caso a vacinação da vítima seja incompleta, nenhuma medida deve ser tomada.

Pérola Clínica

Violência sexual → Anticoncepção de emergência + PEP + Profilaxia IST + Notificação = Atendimento integral e humanizado.

Resumo-Chave

O atendimento à vítima de violência sexual deve ser integral e multidisciplinar, incluindo acolhimento, anamnese, exame físico, profilaxias para IST e HIV, anticoncepção de emergência e providências legais. A agilidade na administração da PEP e anticoncepção é crucial.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem integral e humanizada, seguindo rigorosamente os protocolos do Ministério da Saúde. É fundamental que o profissional de saúde ofereça acolhimento, garanta a confidencialidade e realize todas as intervenções necessárias para minimizar os danos físicos e psicológicos. Isso inclui a coleta de evidências, se aplicável, e a oferta de profilaxias. As medidas essenciais abrangem a anticoncepção de emergência, que deve ser administrada o mais rápido possível (idealmente até 72 horas, com Levonorgestrel), e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para HIV, que também tem uma janela de eficácia de até 72 horas. Além disso, são indicadas profilaxias para outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, gonorreia e clamídia, e a vacinação contra Hepatite B e Tétano, se o esquema vacinal estiver incompleto ou desconhecido. O encaminhamento para apoio psicossocial e para as providências policiais e judiciais cabíveis também faz parte do cuidado integral.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da anticoncepção de emergência no atendimento à vítima de violência sexual?

A anticoncepção de emergência, preferencialmente com Levonorgestrel, deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas, para prevenir uma gravidez indesejada.

Quais as principais profilaxias indicadas após violência sexual?

As principais profilaxias incluem a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para HIV, profilaxia para sífilis (Benzilpenicilina G Benzatina) e para outras ISTs como gonorreia e clamídia (Ceftriaxona e Azitromicina).

Qual o papel do profissional de saúde no acolhimento da vítima de violência sexual?

O profissional deve oferecer acolhimento humanizado, garantir a privacidade, realizar anamnese e exame físico detalhados, explicar todas as condutas e encaminhar para apoio psicossocial e jurídico.

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