UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Adolescente, 14 anos, sexo feminino, vítima de estupro, é levada à emergência acompanhada dos pais.Além de notificar o Conselho Tutelar, o médico deve, obrigatoriamente,
Vítima de estupro → notificar Conselho Tutelar + anticoncepção de emergência obrigatória.
Em casos de violência sexual, a prescrição da anticoncepção de emergência é uma medida obrigatória e urgente para prevenir gravidez indesejada. Além disso, a notificação ao Conselho Tutelar e a profilaxia para DSTs e HIV são partes essenciais da conduta.
A violência sexual é uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública, exigindo uma abordagem médica multidisciplinar e humanizada. A epidemiologia mostra que adolescentes e mulheres jovens são as principais vítimas, e a atuação médica é crucial para minimizar danos físicos e psicológicos. A notificação compulsória é fundamental para a proteção da vítima e para o registro de dados. A conduta médica imediata após violência sexual visa prevenir gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de oferecer suporte psicológico. A anticoncepção de emergência deve ser oferecida e administrada o mais rápido possível. A profilaxia pós-exposição para HIV e outras ISTs (sífilis, gonorreia, clamídia) também é essencial, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. O prognóstico para vítimas de violência sexual melhora significativamente com o acesso rápido e adequado aos serviços de saúde e apoio psicossocial. É vital que os profissionais de saúde estejam cientes de suas responsabilidades legais e éticas, garantindo um atendimento que não revitime a paciente e que respeite sua autonomia e dignidade.
A conduta inicial obrigatória inclui a notificação ao Conselho Tutelar e a prescrição de anticoncepção de emergência para prevenir gravidez indesejada, além da profilaxia de DSTs e HIV.
A anticoncepção de emergência deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas após a violência sexual, mas pode ser eficaz até 120 horas dependendo do método.
A vítima tem direito a atendimento humanizado, sigilo, acesso à anticoncepção de emergência, profilaxia de DSTs e HIV, e, se desejar, à interrupção legal da gravidez.
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