HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024
Mulher de 21 anos de idade comparece em consulta na Unidade Básica de Saúde em que você trabalha, relatando que ontem à noite foi vítima de violência sexual. Está bastante abalada, nervosa, não faz uso de nenhum contraceptivo e não tem comorbidades conhecidas. Não sabe a data da sua última menstruação e deseja receber todos os tipos de atendimentos cabíveis. Depois de acolhê-la, escutar seu relato de maneira empática e identificar outras vulnerabilidades e fatores de risco, qual é a conduta a seguir na Atenção Primária?
Vítima de violência sexual: acolhimento, notificação, contracepção de emergência, profilaxia IST/HIV, e encaminhamento imediato para serviço especializado.
A conduta inicial em casos de violência sexual na atenção primária envolve acolhimento empático, notificação compulsória, oferta de contracepção de emergência (levonorgestrel) e profilaxia para IST/HIV, além do encaminhamento imediato para um serviço de referência para atendimento integral, que incluirá avaliação forense e suporte psicossocial.
O atendimento à vítima de violência sexual exige uma abordagem sensível, humanizada e integral, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), que é a porta de entrada para o sistema. O profissional deve acolher a vítima de forma empática, garantindo um ambiente seguro e sigiloso. A violência sexual é um agravo de notificação compulsória, e o preenchimento da ficha é um passo obrigatório para fins epidemiológicos e de políticas públicas. Após o acolhimento e a notificação, a prioridade médica é a prevenção de agravos. Isso inclui a oferta de contracepção de emergência, preferencialmente com levonorgestrel, que deve ser administrado o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas após o ato. Além disso, deve-se iniciar a profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e avaliar a necessidade de profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, que também tem um prazo de eficácia limitado (até 72 horas). A conduta na APS também envolve o encaminhamento imediato da vítima para um serviço de referência especializado no atendimento a pessoas em situação de violência sexual. Esses serviços oferecem uma equipe multiprofissional para avaliação médica completa, coleta de evidências forenses, acompanhamento psicológico, social e jurídico, garantindo um cuidado contínuo e abrangente. É crucial que o atendimento médico não seja condicionado à realização de boletim de ocorrência.
Os pilares incluem acolhimento empático, preenchimento da ficha de notificação compulsória, oferta de contracepção de emergência, início da profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e HIV, e encaminhamento para serviço especializado.
A contracepção de emergência é crucial para prevenir uma gravidez indesejada. O levonorgestrel deve ser administrado o mais rápido possível após a violência, idealmente nas primeiras 72 horas, mas pode ser eficaz até 120 horas.
O encaminhamento é fundamental para garantir um atendimento integral que inclui avaliação médica detalhada, coleta de evidências forenses, profilaxia completa para IST e HIV, acompanhamento psicológico e social, e suporte para os trâmites legais, se a vítima desejar.
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