UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
A coleta e realização de exames laboratoriais, tanto os exames destinados à proteção da vítima quanto os forenses, nos casos de atendimento a mulheres que sofreram violência sexual, preferencialmente nas primeiras 24 horas após violência, têm por finalidade a identificação de doenças infecciosas existentes e uma possível gravidez, e subsidiar a investigação e a identificação do agressor assim como a elaboração de laudos periciais. Sobre o assunto, considere as seguintes afirmativas: 1. A coleta de sangue é para posterior confronto de DNA com o do possível agressor, além de poder-se avaliar a dosagem alcoólica, dosar Beta HCG e pesquisar doenças infecciosas. 2. Deve-se aguardar o resultado dos exames laboratoriais para o uso da medicação profilática, haja visto que o uso empírico causa risco de toxicidade. 3. Os agentes infecciosos a serem pesquisados incluem a coleta de clamídea e gonococo na cavidade vaginal e dos agentes das hepatites B e C, da sífilis e o HIV – vírus da imunodeficiência adquirida – no sangue. 4. As roupas usadas pelas vítimas e que contenham manchas relacionadas à violência ou indicadas pelas vítimas de apresentarem material ejaculado devem ser coletadas mediante autorização especial da paciente ou de seu representante legal e acondicionadas em envelopes de papel, não devendo ser utilizado saco plástico. 5. É fundamental que se oriente a vítima de violência sexual que esses exames forenses podem ser feitos no Instituto Médico Legal (IML), em até 45 dias após ter ocorrido a violência sexual, caso a vítima não queira ser examinada e realizar as coletas no momento da consulta médica. Assinale a alternativa correta.
Violência sexual: profilaxia precoce (até 72h) e empírica; coleta de vestígios em papel; exames para ISTs e gravidez.
Em casos de violência sexual, a profilaxia para ISTs e gravidez deve ser iniciada o mais rápido possível (preferencialmente até 72 horas), de forma empírica, sem aguardar resultados de exames. A coleta de vestígios forenses, como roupas, deve ser feita em envelopes de papel para preservar a evidência, e o sangue coletado para DNA, dosagem alcoólica, Beta HCG e pesquisa de ISTs.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica e forense que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. É crucial a coleta de exames laboratoriais e forenses para identificar doenças infecciosas preexistentes, diagnosticar uma possível gravidez, subsidiar a investigação policial e a elaboração de laudos periciais. A agilidade na coleta e na instituição da profilaxia é determinante para a saúde da vítima e para a obtenção de provas. A coleta de sangue é fundamental para a pesquisa de HIV, sífilis, hepatites B e C, dosagem de Beta HCG e álcool, além de servir para confronto de DNA com o possível agressor. Amostras de secreções vaginais e outras mucosas são importantes para a pesquisa de clamídia e gonococo. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV e outras ISTs, bem como a contracepção de emergência, deve ser iniciada empiricamente e o mais rápido possível, idealmente dentro de 72 horas, sem aguardar os resultados dos exames, devido à janela terapêutica. A preservação de vestígios forenses, como roupas, é vital para a investigação. As peças devem ser acondicionadas em envelopes de papel (não plástico, que pode reter umidade e degradar as evidências) e devidamente identificadas, sempre com a autorização da vítima ou seu representante legal. A orientação sobre os prazos e locais para exames forenses, como o IML, deve ser clara, embora a coleta de vestígios biológicos para DNA seja mais eficaz quanto mais precoce.
Os exames prioritários incluem coleta de sangue para DNA, dosagem alcoólica, Beta HCG e pesquisa de HIV, sífilis, hepatites B e C. Também são coletadas amostras vaginais para clamídia e gonococo, visando identificar doenças infecciosas e possível gravidez.
A medicação profilática (para HIV, ISTs e gravidez) deve ser iniciada o mais rapidamente possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas após a violência, de forma empírica, sem aguardar os resultados dos exames laboratoriais, para garantir sua máxima eficácia.
As roupas da vítima que contenham manchas ou material ejaculado devem ser coletadas mediante autorização e acondicionadas em envelopes de papel, nunca em sacos plásticos, para evitar a degradação das evidências biológicas e preservar a cadeia de custódia.
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