SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Adolescente, 16 anos, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde devido à violência sexual com penetração vaginal sofrida há cerca de 12 horas, por agressor desconhecido. Nega uso de preservativo. Refere ardor genital e dores em baixo ventre. Nega outras queixas clínicas ou uso de medicações. Sexarca aos 14 anos e, no momento, sem vida sexual ativa. Considerando a anticoncepção de emergência e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis não virais, qual a melhor orientação medicamentosa?
Violência sexual → Anticoncepção emergência + Profilaxia DST (Sífilis, Gonorreia, Clamídia) + Avaliar PEP HIV/HBV.
O atendimento à vítima de violência sexual deve ser abrangente, incluindo anticoncepção de emergência (levonorgestrel até 72h), profilaxia para DSTs bacterianas (sífilis, gonorreia, clamídia) e avaliação para profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV e hepatite B, além de suporte psicossocial.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. A prevalência de violência sexual é alta, e o manejo adequado é crucial para minimizar as consequências físicas e psicológicas, incluindo a prevenção de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). É fundamental que o profissional de saúde esteja preparado para oferecer acolhimento, sigilo e as intervenções médicas necessárias. A fisiopatologia das consequências envolve o trauma físico e psicológico, além do risco de transmissão de ISTs e gravidez. O diagnóstico é clínico, baseado no relato da vítima, e a conduta deve ser imediata. A prevenção de gravidez é feita com anticoncepção de emergência (levonorgestrel), e a profilaxia de ISTs inclui tratamento para sífilis, gonorreia e clamídia, além da avaliação para profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV e hepatite B, conforme o risco. O tratamento é focado na profilaxia e no suporte. O prognóstico é melhor com intervenção precoce e suporte contínuo. Pontos de atenção incluem a importância do registro detalhado, a coleta de evidências forenses (se aplicável e consentido), e o encaminhamento para acompanhamento psicológico e social. A abordagem deve ser sempre centrada na vítima e respeitar sua autonomia.
O levonorgestrel oral deve ser administrado o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 72 horas após a relação sexual desprotegida, embora possa ter alguma eficácia até 120 horas.
As principais DSTs bacterianas a serem profilaticamente tratadas são sífilis (com penicilina benzatina), gonorreia (com ceftriaxona) e clamídia (com azitromicina ou doxiciclina).
A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser avaliada em até 72 horas, e para hepatite B, se a vítima não for vacinada ou não tiver imunidade, em até 7 dias, dependendo do status vacinal do agressor (se conhecido).
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