Santa Casa de São José do Rio Preto (SP) — Prova 2017
Jovem, 18 anos, chega a uma unidade básica de saúde sem consulta marcada previamente, dizendo ter sido estuprada quando se dirigia para o trabalho. Conversa com a recepcionista da unidade básica, solicitando uma consulta. Qual o encaminhamento que deve ser adotado pela recepcionista da UBS?
Vítima de violência sexual em UBS → Acolhimento imediato pelo médico para avaliação e profilaxia.
O primeiro atendimento a uma vítima de violência sexual deve ser realizado por um médico, mesmo em uma UBS, para garantir o acolhimento, avaliação clínica e início precoce das profilaxias (HIV, ISTs, gravidez), que são tempo-dependentes.
O atendimento a vítimas de violência sexual é uma urgência médica e psicossocial que exige acolhimento imediato e humanizado. A Unidade Básica de Saúde (UBS), como porta de entrada do sistema de saúde, tem um papel fundamental nesse processo, mesmo que não seja um centro de referência especializado. A prioridade é o atendimento médico para avaliação clínica, suporte emocional e, crucialmente, o início das profilaxias. O médico deve realizar a anamnese e exame físico, coletar amostras para exames laboratoriais (HIV, sífilis, hepatites, gravidez), oferecer contracepção de emergência e iniciar a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV e outras ISTs, que deve ser iniciada o mais rápido possível (idealmente em até 72 horas). A documentação detalhada do caso é essencial, respeitando o sigilo e a autonomia da vítima. Após o atendimento inicial e o início das profilaxias, a vítima deve ser encaminhada para acompanhamento psicossocial e, se desejar, para os serviços de referência especializados em violência sexual e órgãos de segurança. É vital que o profissional de saúde esteja ciente dos protocolos e da rede de apoio disponível, garantindo um cuidado integral e respeitoso à vítima.
O atendimento imediato é crucial para iniciar as profilaxias de HIV, ISTs e gravidez, que são tempo-dependentes, e para a coleta de evidências forenses.
Profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP), profilaxia de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e contracepção de emergência.
Não, o atendimento médico é um direito e deve ser prioritário, independentemente do registro policial. A decisão de denunciar é da vítima.
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