Violência Sexual: Protocolo de Atendimento e Profilaxia

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Na unidade de emergência, uma jovem de 19 anos informa ter sofrido violência sexual, há cerca de 4 horas por um desconhecido. Assinale a alternativa CORRETA sobre como deverá ser sua atuação para dar conta das necessidades desta paciente:

Alternativas

  1. A) Encaminhar a paciente para exame com perito de medicina legal, com o objetivo de confirmar a agressão sexual e descrever as lesões genitais;
  2. B) Solicitar o beta-HCG, independente das demais condições clínicas da paciente, para permitir a prescrição de anticoncepção de emergência;
  3. C) Proceder aos testes rápidos para sífilis, hepatite Be HIV e prescrever a profilaxia para as IST' bacterianas e virais;
  4. D) Prescrever Penicilina Cristalina 2 milhões de unidades intravenosa + Nitrofurantoína para profilaxia das IST bacterianas.

Pérola Clínica

Violência sexual: Coleta de exames basais (ISTs, hCG) + Profilaxia de ISTs (bacterianas e virais) e anticoncepção de emergência.

Resumo-Chave

O atendimento à vítima de violência sexual deve ser integral e imediato, focando na saúde física e mental. Isso inclui a realização de testes rápidos para ISTs (HIV, sífilis, hepatite B) para estabelecer o status basal, e a prescrição de profilaxia para ISTs bacterianas (ex: ceftriaxona, azitromicina, metronidazol) e virais (profilaxia pós-exposição para HIV e vacinação/imunoglobulina para hepatite B), além de anticoncepção de emergência, se indicada.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma situação de emergência que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada, focando na saúde integral da paciente. É fundamental que o profissional de saúde ofereça um ambiente seguro e acolhedor, garantindo o sigilo e o respeito à autonomia da vítima. A prioridade é a assistência médica, que inclui a avaliação de lesões, a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a anticoncepção de emergência. Após a avaliação inicial e o consentimento da paciente, devem ser realizados exames para determinar o status basal de ISTs (HIV, sífilis, hepatite B) e gravidez (beta-HCG). A profilaxia de ISTs deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas após a agressão. Isso inclui antibióticos para cobrir gonorreia, clamídia e tricomoníase, além da profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, se indicada, e imunização contra hepatite B. A anticoncepção de emergência deve ser oferecida e administrada dentro da janela de eficácia (até 120 horas). Além dos aspectos médicos, é crucial oferecer apoio psicossocial e informar a paciente sobre seus direitos legais, incluindo a possibilidade de registro de ocorrência e exame de corpo de delito, sem pressioná-la. A documentação detalhada de todo o atendimento é essencial. O acompanhamento ambulatorial é necessário para reavaliação, resultados de exames, conclusão de esquemas profiláticos e suporte contínuo à saúde mental da paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da profilaxia de ISTs e anticoncepção de emergência no atendimento à violência sexual?

A profilaxia de ISTs e a anticoncepção de emergência são cruciais para prevenir consequências de saúde imediatas e de longo prazo. A profilaxia deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas para HIV e até 120 horas para anticoncepção, para maximizar sua eficácia e reduzir o risco de infecções e gravidez indesejada.

Quais exames devem ser solicitados inicialmente para uma vítima de violência sexual?

Inicialmente, devem ser solicitados testes rápidos para HIV, sífilis e hepatite B para determinar o status sorológico basal da paciente. O beta-HCG também é fundamental para avaliar uma possível gravidez preexistente e orientar a anticoncepção de emergência. Outros exames podem incluir cultura de secreções para gonorreia e clamídia.

Qual a profilaxia recomendada para ISTs bacterianas e virais após violência sexual?

Para ISTs bacterianas, a profilaxia geralmente inclui ceftriaxona (para gonorreia), azitromicina ou doxiciclina (para clamídia) e metronidazol (para tricomoníase). Para ISTs virais, a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada se houver indicação, e a vacinação contra hepatite B e/ou imunoglobulina deve ser considerada se a paciente não for imune.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo