PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Paciente, 29 anos, é trazida ao atendimento de urgência por autoridades policiais. A paciente relata ter sido agredida sexualmente quanto voltava do trabalho. Chorosa e confusa, refere ter sido forçada a praticar sexo oral e coito vaginal. Não sabe dizer se o agressor usou preservativos. Nega doenças ou uso de medicamentos regulares. Ciclos menstruais regulares e é usuária de DIU T de cobre há cinco anos. Após acolhimento inicial, é levada para realização de exames laboratoriais e abordagem terapêutica. Sobre a assistência à paciente na urgência, é CORRETO afirmar que:
Vítima de violência sexual → Contracepção de emergência deve ser ofertada e administrada prontamente, sem barreiras burocráticas.
No atendimento a vítimas de violência sexual, a contracepção de emergência é uma prioridade e deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas, sem a necessidade de uma prescrição formal que possa atrasar o processo. A equipe de saúde deve ofertar e garantir o acesso imediato.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma urgência médica e psicossocial que exige uma abordagem humanizada, integral e multidisciplinar. O objetivo principal é acolher a vítima, prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), evitar uma gravidez indesejada e oferecer suporte psicológico. A agilidade no atendimento é crucial para a eficácia das medidas profiláticas. A contracepção de emergência deve ser ofertada e administrada imediatamente, preferencialmente nas primeiras 72 horas após a agressão, para maximizar a prevenção da gravidez. Os protocolos de saúde pública geralmente permitem a administração sem a necessidade de uma prescrição formal no momento do atendimento de urgência, visando remover barreiras burocráticas e garantir o acesso rápido. Além da contracepção, é fundamental iniciar a profilaxia pós-exposição para HIV (PEP), que consiste em antirretrovirais por 28 dias, e para outras ISTs como sífilis, gonorreia, clamídia e hepatite B (se a vítima não for vacinada ou imunizada). Exames laboratoriais são realizados para rastrear infecções pré-existentes e monitorar a eficácia das profilaxias. O acompanhamento psicológico e social é parte integrante do cuidado, visando a recuperação da vítima.
A contracepção de emergência deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas após a agressão, para maximizar sua eficácia na prevenção da gravidez.
As profilaxias incluem para HIV (PEP por 28 dias), sífilis, gonorreia, clamídia e hepatite B (se não vacinada ou sem imunidade). Todas devem ser iniciadas preferencialmente nas primeiras 72 horas.
São solicitados testes para HIV, sífilis, hepatites B e C, gravidez, e exames para gonorreia e clamídia, tanto para diagnóstico de infecções pré-existentes quanto para monitoramento pós-exposição.
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