Atendimento à Vítima de Agressão Sexual: Protocolos Essenciais

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 30 anos, procura Serviço de Emergência referindo agressão sexual por desconhecido há 24 horas. Relata coito vaginal e anal, sem uso de preservativo. Em relação ao atendimento a ser prestado, pode-se afirmar que a profilaxia:

Alternativas

  1. A) para HIV deve ser iniciada até 48 horas após a agressão sexual.
  2. B) para gravidez e doenças sexualmente transmissíveis só deve ser oferecida na vigência de achados clínicos que confirmem a violência sexual.
  3. C) para gravidez só deve ser oferecida para aquelas mulheres que se encontram na primeira fase do ciclo menstrual, sendo, por isso, importante um detalhamento do ciclo menstrual.
  4. D) apropriada dispensa acompanhamento clínico e sorológico posterior.
  5. E) para doenças sexualmente transmissíveis e contracepção de emergência devem ser oferecidas.

Pérola Clínica

Agressão sexual: sempre oferecer profilaxia para DSTs e contracepção de emergência, independente de achados clínicos.

Resumo-Chave

No atendimento à vítima de agressão sexual, a profilaxia para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a contracepção de emergência devem ser oferecidas rotineiramente, independentemente da presença de achados clínicos que confirmem a violência ou da fase do ciclo menstrual. A profilaxia para HIV pode ser iniciada até 72 horas após a exposição.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de agressão sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem humanizada, integral e multidisciplinar. O objetivo principal é minimizar os danos físicos e psicológicos, prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez indesejada e oferecer suporte psicológico. A janela de tempo para algumas intervenções profiláticas é crítica. A profilaxia para ISTs e a contracepção de emergência devem ser oferecidas a todas as vítimas de agressão sexual com exposição genital, anal ou oral, independentemente da presença de lesões visíveis ou da fase do ciclo menstrual. A profilaxia para HIV (PEP) deve ser iniciada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 2 horas, e é eficaz se iniciada em até 72 horas após a exposição. A profilaxia para sífilis, gonorreia e clamídia também é fundamental. A alternativa correta enfatiza a oferta de profilaxia para DSTs e contracepção de emergência. É um erro condicionar essas ofertas a achados clínicos ou à fase do ciclo menstrual, pois a ausência de lesões não exclui o risco de infecção ou gravidez, e a contracepção de emergência é eficaz em várias fases do ciclo. O acompanhamento clínico e sorológico posterior é indispensável para monitorar a eficácia das profilaxias e detectar possíveis infecções.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo ideal para iniciar a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV após agressão sexual?

A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas, e é eficaz se iniciada em até 72 horas após a exposição.

Quais DSTs devem ser cobertas na profilaxia pós-exposição em casos de agressão sexual?

A profilaxia deve cobrir sífilis, gonorreia, clamídia e, dependendo do risco e tempo, hepatite B. A PEP para HIV também é crucial.

A contracepção de emergência é eficaz após 24 horas da agressão sexual?

Sim, a contracepção de emergência (pílula do dia seguinte) pode ser eficaz se utilizada em até 72-120 horas após a relação desprotegida, dependendo do tipo de medicamento.

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