UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Mulher, 30 anos, procura Serviço de Emergência referindo agressão sexual por desconhecido há 24 horas. Relata coito vaginal e anal, sem uso de preservativo. Em relação ao atendimento a ser prestado, pode-se afirmar que a profilaxia:
Agressão sexual: sempre oferecer profilaxia para DSTs e contracepção de emergência, independente de achados clínicos.
No atendimento à vítima de agressão sexual, a profilaxia para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a contracepção de emergência devem ser oferecidas rotineiramente, independentemente da presença de achados clínicos que confirmem a violência ou da fase do ciclo menstrual. A profilaxia para HIV pode ser iniciada até 72 horas após a exposição.
O atendimento à vítima de agressão sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem humanizada, integral e multidisciplinar. O objetivo principal é minimizar os danos físicos e psicológicos, prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez indesejada e oferecer suporte psicológico. A janela de tempo para algumas intervenções profiláticas é crítica. A profilaxia para ISTs e a contracepção de emergência devem ser oferecidas a todas as vítimas de agressão sexual com exposição genital, anal ou oral, independentemente da presença de lesões visíveis ou da fase do ciclo menstrual. A profilaxia para HIV (PEP) deve ser iniciada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 2 horas, e é eficaz se iniciada em até 72 horas após a exposição. A profilaxia para sífilis, gonorreia e clamídia também é fundamental. A alternativa correta enfatiza a oferta de profilaxia para DSTs e contracepção de emergência. É um erro condicionar essas ofertas a achados clínicos ou à fase do ciclo menstrual, pois a ausência de lesões não exclui o risco de infecção ou gravidez, e a contracepção de emergência é eficaz em várias fases do ciclo. O acompanhamento clínico e sorológico posterior é indispensável para monitorar a eficácia das profilaxias e detectar possíveis infecções.
A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas, e é eficaz se iniciada em até 72 horas após a exposição.
A profilaxia deve cobrir sífilis, gonorreia, clamídia e, dependendo do risco e tempo, hepatite B. A PEP para HIV também é crucial.
Sim, a contracepção de emergência (pílula do dia seguinte) pode ser eficaz se utilizada em até 72-120 horas após a relação desprotegida, dependendo do tipo de medicamento.
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