Violência Sexual: Manejo da PEP em Lactantes

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

O atendimento após a ocorrência de violência sexual é uma urgência, para a qual se deve garantir acesso e acolhimento reconhecendo as especificidades das populações prioritárias. Com relação ao atendimento às vitimas de violência sexual, marque a resposta correta:

Alternativas

  1. A) A profilaxia pós exposição (PEP) não deve ser administrada em gestantes.
  2. B) A PEP para o HIV consiste no uso de antirretroviral por um período de 7 dias e deve-se iniciar no máximo até 72 h após a exposição.
  3. C) Os adolescentes somente têm direito a PEP na presença de um dos pais ou responsáveis legais.
  4. D) Mulheres lactantes vítimas de violência sexual devem ser orientadas a interrupção temporária da amamentação, reintroduzir a amamentação na 12ª semana após o inicio da PEP se o seu resultado do anti-HIV for não reagente.

Pérola Clínica

Lactante vítima de violência sexual → interromper amamentação temporariamente → reintroduzir após 12 semanas se anti-HIV não reagente pós-PEP.

Resumo-Chave

Em lactantes vítimas de violência sexual, a interrupção temporária da amamentação é crucial para prevenir a transmissão vertical de HIV e outras ISTs, especialmente durante o período de profilaxia pós-exposição (PEP) e até a confirmação da sorologia negativa após o período de janela imunológica.

Contexto Educacional

O atendimento a vítimas de violência sexual é uma urgência que exige uma abordagem multidisciplinar, humanizada e baseada em protocolos claros para garantir a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez indesejada e suporte psicossocial. A profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV é um componente crítico desse atendimento. As diretrizes atuais enfatizam a importância de iniciar a PEP o mais rápido possível, idealmente nas primeiras horas e, no máximo, até 72 horas após a exposição, com um esquema antirretroviral por 28 dias. Populações específicas, como gestantes e lactantes, requerem atenção particular. A PEP para HIV é segura e indicada em gestantes, com a escolha de antirretrovirais que minimizem riscos ao feto. Para mulheres lactantes, a principal preocupação é a transmissão vertical do HIV e outras ISTs através do leite materno. Nesses casos, a orientação é pela interrupção temporária da amamentação. A reintrodução da amamentação em lactantes vítimas de violência sexual é um ponto sensível. As diretrizes recomendam que a amamentação seja suspensa e só reintroduzida após 12 semanas do início da PEP, caso a sorologia para anti-HIV da mãe seja não reagente. Isso permite cobrir o período de janela imunológica e garantir a segurança do bebê. Além disso, adolescentes têm direito ao atendimento e à PEP independentemente da presença dos pais ou responsáveis, respeitando seu direito à autonomia e confidencialidade.

Perguntas Frequentes

A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV pode ser administrada em gestantes?

Sim, a PEP para HIV deve ser administrada em gestantes vítimas de violência sexual, utilizando esquemas antirretrovirais seguros para a gestação, visando proteger tanto a mãe quanto o feto.

Qual o período de duração da PEP para HIV e qual o prazo para seu início?

A PEP para HIV consiste no uso de antirretrovirais por um período de 28 dias e deve ser iniciada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo até 72 horas após a exposição.

Qual a orientação para lactantes vítimas de violência sexual em relação à amamentação?

Mulheres lactantes vítimas de violência sexual devem interromper temporariamente a amamentação. A reintrodução pode ocorrer na 12ª semana após o início da PEP, caso o resultado do anti-HIV da mãe seja não reagente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo