HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Considerando o atendimento ao paciente traumatizado em caráter pré-hospitalar e medidas a serem utilizadas na unidade hospitalar segundo a 10ª edição do ATLS (Advanced Trauma Life Suport) e 9ª edição do PHTLS (Pre Hospitalar Trauma Life Suport) marque a assertiva CORRETA.
Trauma pélvico instável → estabilização imediata (lençol trocânteres) para controlar sangramento oculto.
Em trauma abdominal fechado, lesões de vísceras sólidas em pacientes hemodinamicamente estáveis podem ser manejadas conservadoramente. O trauma pélvico, contudo, exige atenção máxima devido ao alto risco de sangramento oculto e instabilidade hemodinâmica, sendo a estabilização pélvica uma medida vital.
O atendimento ao paciente traumatizado segue protocolos padronizados como o ATLS (Advanced Trauma Life Support) e PHTLS (Prehospital Trauma Life Support), que priorizam a identificação e tratamento rápido de condições com risco de vida. A avaliação inicial foca na via aérea, respiração, circulação, disfunção neurológica e exposição, com ênfase crescente no controle de hemorragias massivas. No trauma abdominal fechado, a presença de lesões em vísceras sólidas, como baço ou fígado, não implica necessariamente em laparotomia exploradora imediata. Pacientes hemodinamicamente estáveis podem ser candidatos a manejo não operatório, com monitorização rigorosa e exames de imagem seriados. Essa abordagem visa reduzir a morbidade associada a cirurgias desnecessárias. O trauma pélvico, por outro lado, é uma condição de alta gravidade devido ao grande potencial de sangramento oculto de plexos venosos e lesões associadas (bexiga, uretra). A instabilidade hemodinâmica em um paciente com trauma pélvico é um forte indicativo de hemorragia significativa. A estabilização imediata da pelve, utilizando um lençol ou cinto pélvico ao nível dos trocânteres maiores, é uma medida salvadora para reduzir o volume pélvico e tamponar o sangramento, sendo crucial no manejo inicial.
A estabilização pélvica é crucial para reduzir o volume da pelve e tamponar o sangramento de plexos venosos, que são a principal fonte de hemorragia em fraturas pélvicas instáveis, prevenindo o choque hemorrágico.
Lesões de vísceras sólidas (como fígado ou baço) em trauma abdominal fechado não exigem laparotomia imediata se o paciente estiver hemodinamicamente estável e não houver sinais de peritonite, permitindo manejo não operatório.
Idosos traumatizados têm maior risco de descompensação devido a comorbidades, uso de medicações (ex: anticoagulantes) e menor reserva fisiológica, exigindo avaliação cuidadosa da perfusão e monitorização precoce.
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