PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Paciente idoso vitima de colisão frontal de carro x objeto fixo no anel rodoviário. A ambulância do SAMU chegou ao local e realizou o atendimento pré-hospitalar. O paciente encontrava-se torporoso com Glasgow de 8, muito dispnéico e hipotenso, bem como apresentava uma amputação traumática da coxa com sangramento arterial ativo em jato da artéria femoral superficial. Considerando o atendimento pré-hospitalar ao trauma, qual a conduta emergencial a ser tomada para evitar a morte do paciente:
No trauma, controle de hemorragia exsanguinante (torniquete) precede via aérea se risco de morte iminente.
Em um cenário de trauma com múltiplas lesões, a prioridade máxima é o controle de hemorragias exsanguinantes que representam risco de vida imediato. O uso de torniquete é a medida mais eficaz para controlar sangramentos arteriais graves em membros, mesmo antes da avaliação completa da via aérea em pacientes com Glasgow baixo, seguindo os princípios do XABCDE do trauma.
O atendimento pré-hospitalar ao trauma é um pilar fundamental na cadeia de sobrevivência, visando identificar e tratar lesões com risco de vida imediato. A avaliação primária, guiada pelo mnemônico XABCDE, estabelece uma sequência de prioridades que otimiza as chances de sobrevida do paciente. A hemorragia exsanguinante (X) é a principal causa de morte evitável no trauma, e seu controle imediato é paramount, mesmo antes da avaliação da via aérea (A) ou da respiração (B). No caso de uma amputação traumática com sangramento arterial ativo, a aplicação de um torniquete é a intervenção mais rápida e eficaz para controlar a hemorragia e prevenir o choque hipovolêmico irreversível. Embora a via aérea seja crucial, um paciente sem sangue suficiente para perfundir o cérebro não se beneficiará de uma via aérea protegida se a hemorragia não for contida. O Glasgow de 8 indica comprometimento neurológico grave, mas a hipotensão e a dispneia, neste contexto, são secundárias à perda volêmica e à hipóxia tecidual. Residentes e estudantes devem internalizar a importância da abordagem sistemática do trauma, priorizando o que mata mais rápido. O uso correto do torniquete, a reposição volêmica adequada e a rápida identificação de outras lesões com risco de vida (como pneumotórax hipertensivo) são habilidades essenciais. A compreensão dos princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support) é indispensável para um manejo eficaz e para a tomada de decisões rápidas e assertivas em situações de emergência.
A ordem de prioridade segue o mnemônico XABCDE: X (Exsanguinating hemorrhage - controle de hemorragias graves), A (Airway - via aérea com controle cervical), B (Breathing - respiração e ventilação), C (Circulation - circulação e controle de choque), D (Disability - avaliação neurológica) e E (Exposure - exposição e controle de hipotermia).
O torniquete é indicado para controlar hemorragias exsanguinantes em membros que não respondem à pressão direta ou quando a pressão direta não é viável. É uma medida salvadora de vida em sangramentos arteriais graves, como em amputações traumáticas.
Sinais de choque hipovolêmico incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, pele fria e pegajosa, enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência. O manejo inicial envolve controle da hemorragia, reposição volêmica com cristaloides e, se necessário, transfusão sanguínea precoce.
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