UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021
No atendimento pré-hospitalar de vítimas de queimaduras, deve-se:
Queimaduras pré-hospitalar → cobrir com curativo seco e limpo para prevenir hipotermia e infecção.
No atendimento pré-hospitalar de queimaduras, a prioridade é interromper o processo de queimadura, resfriar a área (se pequena e recente), e cobrir as lesões com um curativo seco e estéril. Isso minimiza a perda de calor, previne contaminação e reduz a dor, sendo crucial para o transporte seguro do paciente.
O atendimento pré-hospitalar de vítimas de queimaduras é uma etapa crítica que impacta diretamente o prognóstico do paciente. As queimaduras são lesões traumáticas que podem variar de leves a gravíssimas, exigindo uma abordagem rápida e eficaz para minimizar danos, prevenir complicações e preparar o paciente para o tratamento definitivo. A avaliação inicial segue os princípios do ABCDE do trauma, com atenção especial à via aérea, respiração e circulação, além da rápida identificação da extensão e profundidade da queimadura. A fisiopatologia da queimadura envolve a destruição tecidual por calor, produtos químicos, eletricidade ou radiação, levando à perda da barreira cutânea, desidratação, dor intensa e risco elevado de infecção. O diagnóstico da extensão é feito pela regra dos nove ou pela palma da mão. A suspeita de lesão inalatória é crucial em queimaduras de face ou em ambientes fechados. O manejo inicial foca em interromper o processo de queimadura, resfriar pequenas áreas com água corrente (não gelada) por até 10 minutos, e cobrir as lesões. O tratamento pré-hospitalar inclui a remoção de roupas e joias, cobertura das feridas com curativos secos e estéreis para prevenir hipotermia e infecção, e analgesia adequada, preferencialmente intravenosa. A reposição volêmica deve ser iniciada em queimaduras de segundo grau >15% em adultos ou >10% em crianças. O prognóstico depende da extensão, profundidade, idade do paciente e presença de comorbidades. Pontos de atenção incluem a prevenção da hipotermia, o manejo da dor e a rápida remoção para um centro especializado.
O curativo seco e estéril é fundamental para proteger a área queimada da contaminação, reduzir a dor e, principalmente, prevenir a hipotermia, que é uma complicação grave em pacientes queimados, especialmente em grandes áreas.
Curativos úmidos, especialmente se frios, podem causar hipotermia rapidamente em pacientes com grandes áreas queimadas, devido à perda de calor por evaporação e condução. Isso agrava o quadro clínico e dificulta o manejo.
A analgesia deve ser realizada preferencialmente por via intravenosa, com opioides titulados, para garantir um controle eficaz da dor e evitar picos de concentração e efeitos adversos de vias como intramuscular ou subcutânea.
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