PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Qual das atitudes abaixo corresponde a erro na abordagem pré-hospitalar das urgências por parte do profissional de saúde.
No pré-hospitalar, a segurança da cena e a avaliação inicial da vítima precedem a chamada ao SAMU, mesmo em casos graves.
A sequência correta na abordagem pré-hospitalar prioriza a segurança da equipe e da cena, seguida de uma avaliação rápida da vítima (ABCDE) para identificar riscos iminentes à vida, antes de acionar recursos adicionais como o SAMU, garantindo que as informações passadas sejam precisas e úteis.
A abordagem pré-hospitalar (APH) é a primeira linha de atendimento em situações de urgência e emergência, desempenhando um papel crítico na sobrevida e no prognóstico dos pacientes. A atuação do profissional de saúde nesse cenário exige conhecimento técnico, agilidade e capacidade de tomada de decisão sob pressão. Os princípios do APH são baseados na segurança, avaliação rápida e estabilização inicial, seguindo protocolos estabelecidos como o ATLS (Advanced Trauma Life Support) adaptados para o ambiente pré-hospitalar. Um dos pilares do APH é a segurança da cena. Antes de qualquer contato com a vítima, o profissional deve garantir que o local não oferece riscos para si, para a equipe e para o paciente (ex: tráfego, incêndio, risco de desabamento). Somente após a segurança da cena ser estabelecida, a avaliação da vítima pode ser iniciada, focando na avaliação primária (ABCDE) para identificar e corrigir condições que ameacem a vida. O erro apontado na questão, chamar o SAMU antes de qualquer avaliação em casos visivelmente graves, é comum, mas inadequado. Embora a urgência seja evidente, uma avaliação mínima da vítima permite ao profissional fornecer informações mais qualificadas à central de regulação, otimizando o envio de recursos e o preparo da equipe que chegará. A valorização da queixa do paciente, mesmo com suspeita de trauma craniano, é essencial, pois a vítima pode fornecer dados cruciais sobre o mecanismo do trauma e sintomas que auxiliam no diagnóstico e manejo.
A primeira atitude é sempre avaliar a segurança da cena para a equipe e para a vítima, garantindo que não haja riscos adicionais antes de qualquer intervenção ou avaliação do paciente.
A avaliação inicial da vítima, mesmo que breve, permite fornecer informações mais precisas e relevantes ao SAMU, como o mecanismo do trauma, o estado de consciência e a presença de sangramentos, otimizando a resposta e o preparo da equipe de resgate.
Mesmo com suspeita de trauma na cabeça, a queixa da pessoa é fundamental para guiar a avaliação e identificar sintomas que podem indicar lesões específicas, como dor, alterações sensoriais ou déficits neurológicos, que podem não ser óbvios à primeira vista.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo