Politraumatizado: Abordagem Inicial e Diagnóstico Rápido

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023

Enunciado

Você atende um paciente politraumatizado, queda de motocicleta, trazido pelo SAMU. Paciente se encontra hipotenso, emite sons ao estímulo doloroso, abre olhos ao comando verbal, resposta motora localizando dor. Na sala de emergência a equipe toma as condutas iniciais de tratamento. Baseado nesta abordagem, analise as afirmativas a seguir: I - A ultrassonografia não é importante para este caso na sala de trauma. II - Se no exame do tórax murmúrio vesicular abolido e macicez na percussão, a principal hipótese é de hemotórax. III - Indicado intubação orotraqueal, pois Glasgow é menor que 9. IV - A avaliação se inicia pela inspeção de vias aéreas, de sua perviedade e da capacidade de oxigenação. Estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas

  1. A) I e II apenas.
  2. B) II e III apenas.
  3. C) II e IV apenas.
  4. D) III e IV apenas.

Pérola Clínica

No politraumatizado, a avaliação ABCDE é prioritária; murmúrio abolido + macicez → hemotórax; FAST é essencial.

Resumo-Chave

O atendimento ao politraumatizado segue a sequência ABCDE do ATLS, onde a avaliação das vias aéreas (A) é a primeira prioridade. A ultrassonografia (FAST) é uma ferramenta diagnóstica crucial na sala de trauma para identificar sangramentos internos. O Glasgow Coma Scale (GCS) é fundamental para determinar a necessidade de intubação, sendo GCS < 8 o critério clássico.

Contexto Educacional

O atendimento inicial ao paciente politraumatizado é uma emergência médica que exige uma abordagem sistemática e rápida para identificar e tratar lesões com risco de vida. A metodologia ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure) do ATLS (Advanced Trauma Life Support) é o padrão ouro para essa avaliação, garantindo a priorização das intervenções mais críticas. A fisiopatologia do trauma envolve múltiplas lesões que podem levar a choque hipovolêmico, insuficiência respiratória e lesão neurológica. O diagnóstico rápido é fundamental, utilizando exame físico, exames complementares como a ultrassonografia FAST para detectar sangramentos internos e a Escala de Coma de Glasgow (ECG) para avaliar o nível de consciência e a necessidade de proteção de vias aéreas. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica e respiratória, controle de hemorragias e prevenção de lesões secundárias. A intubação orotraqueal é indicada em casos de GCS ≤ 8 ou falha respiratória iminente. A identificação precoce de condições como hemotórax (murmúrio abolido e macicez) e seu manejo adequado são cruciais para o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ultrassonografia FAST no atendimento ao politraumatizado?

A ultrassonografia FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é crucial para identificar rapidamente a presença de líquido livre (sangue) nas cavidades peritoneal, pericárdica e pleural, auxiliando na detecção de hemorragias internas e na tomada de decisão sobre a necessidade de intervenção cirúrgica emergencial.

Quais são os componentes da Escala de Coma de Glasgow (ECG) e quando a intubação é indicada com base nela?

A ECG avalia a abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. A intubação orotraqueal é classicamente indicada para pacientes com ECG ≤ 8, pois indica um risco elevado de incapacidade de proteger as vias aéreas.

Quais achados no exame físico do tórax sugerem hemotórax em um paciente traumatizado?

No exame físico do tórax, o hemotórax é sugerido pela presença de murmúrio vesicular abolido ou diminuído, macicez à percussão e diminuição da expansibilidade torácica no lado afetado, devido ao acúmulo de sangue no espaço pleural.

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