Politraumatizado: Prioridades no Atendimento e Ressuscitação

Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Sobre as prioridades no atendimento de um paciente politraumatizado, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) As fraturas de crânio têm elevada prioridade e podem ser abordadas antes do tratamento das lesões abdominais ou torácicas
  2. B) Não havendo lesão vascular associada com ameaça de isquemia do membro, as fraturas dos ossos longos devem ser corrigidas imediatamente
  3. C) Feridas que envolvam a aorta e veia cava devem ser corrigidas como parte do manejo de ressuscitação
  4. D) Caso haja lesões urológicas e abdominais simultâneas, o reparo urológico deve ser realizado em 2ª etapa

Pérola Clínica

Politraumatizado → prioridade é controle de hemorragias maciças (ABCDE), como lesões de grandes vasos, antes de fraturas ou lesões urológicas não ameaçadoras à vida.

Resumo-Chave

No atendimento ao politraumatizado, a prioridade máxima é o controle de lesões que ameaçam a vida imediatamente, seguindo a sequência do ABCDE do trauma. Lesões de grandes vasos, como aorta e veia cava, causam hemorragia maciça e requerem correção cirúrgica urgente como parte da ressuscitação.

Contexto Educacional

O atendimento ao paciente politraumatizado exige uma abordagem sistemática e priorizada para identificar e tratar lesões que ameaçam a vida. A metodologia do ABCDE do trauma (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure) é o pilar desse manejo inicial, garantindo que as condições mais críticas sejam abordadas primeiro. A hemorragia é a principal causa de morte evitável no trauma, e seu controle imediato é a prioridade máxima na fase de ressuscitação. Lesões de grandes vasos, como a aorta e a veia cava, resultam em hemorragia maciça e choque hipovolêmico grave, exigindo intervenção cirúrgica imediata como parte integrante do processo de ressuscitação. Essas lesões têm precedência sobre outras, como fraturas de crânio sem instabilidade hemodinâmica ou fraturas de ossos longos sem isquemia, que, embora graves, não representam uma ameaça imediata à vida do paciente. Para residentes, é crucial internalizar essa hierarquia de prioridades. O foco inicial deve ser sempre na estabilização hemodinâmica e respiratória. Lesões urológicas, por exemplo, muitas vezes podem ser abordadas em um segundo momento, após o controle de lesões abdominais mais ameaçadoras à vida. Dominar o algoritmo do trauma e a capacidade de identificar rapidamente as lesões mais letais é essencial para a prática em emergência e cirurgia do trauma.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência de prioridades no atendimento inicial ao politraumatizado?

A sequência de prioridades segue o mnemônico ABCDE do trauma: A (Airway - via aérea com proteção da coluna cervical), B (Breathing - respiração e ventilação), C (Circulation - circulação e controle de hemorragias), D (Disability - avaliação neurológica) e E (Exposure - exposição e controle de hipotermia).

Por que lesões de aorta e veia cava têm alta prioridade no trauma?

Lesões de aorta e veia cava causam hemorragia maciça e choque hipovolêmico rapidamente fatal. O controle cirúrgico imediato dessas lesões é uma medida de ressuscitação vital para restaurar a estabilidade hemodinâmica e salvar a vida do paciente.

Quando as fraturas de ossos longos devem ser abordadas em um politraumatizado?

Fraturas de ossos longos, embora importantes, geralmente são abordadas após a estabilização das condições que ameaçam a vida (ABCDE). Exceções incluem fraturas com lesão vascular associada que cause isquemia do membro, que exigem correção imediata para salvar o membro.

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