Politraumatizado: Prioridades e Achados Específicos em Pediatria

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020

Enunciado

Quais são as afirmações verdadeiras relativas ao atendimento do paciente politraumatizado? I. Politrauma é a maior causa de óbito na faixa etária de 2 a 5 anos. II. Comprometimento de vias aéreas e choque hipovolêmico estão entre as principais causas de óbito logo após o acidente; III. No choque hemorrágico classe; II deve-se usar sangue ou, até chegar o sangue, Soro Fisiológico no volume estimado de 4 vezes a perda sanguínea; IV. No choque medular ou espinhal o paciente apresenta hipotensão, bradicardia e hipertermia; V. No traumatismo de tórax as em crianças pequenas, as fraturas de costela são raras e de mau prognóstico

Alternativas

  1. A) I, II, V
  2. B) II, III, V
  3. C) II, V
  4. D) I, II, III, V
  5. E) I, III, IV

Pérola Clínica

Politrauma: Vias aéreas e choque hipovolêmico = principais causas de óbito precoce. Fraturas de costela em crianças = raras e mau prognóstico.

Resumo-Chave

No atendimento ao politraumatizado, a prioridade é a estabilização das vias aéreas e o controle do choque hipovolêmico, que são as principais causas de morte imediata. Em crianças, o tórax mais complacente torna as fraturas de costela raras, mas quando presentes, indicam trauma de alta energia e mau prognóstico.

Contexto Educacional

O atendimento ao paciente politraumatizado exige uma abordagem sistemática e rápida, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). As principais causas de óbito imediato ou precoce após um trauma são a obstrução das vias aéreas e o choque hipovolêmico, tornando a avaliação e o manejo dessas condições prioritários na 'hora de ouro'. É crucial diferenciar os tipos de choque. O choque hemorrágico classe II, por exemplo, é inicialmente tratado com cristaloides na proporção de 3:1, e não 4:1, com a transfusão sanguínea sendo reservada para classes mais avançadas ou não responsividade. O choque medular, por sua vez, é um tipo de choque distributivo que se manifesta com hipotensão, bradicardia e hipotermia, um erro comum é confundi-lo com hipertermia. No trauma pediátrico, há particularidades importantes. O tórax infantil é mais complacente, o que torna as fraturas de costela menos frequentes, mas quando presentes, indicam um trauma de alta energia e são um marcador de mau prognóstico devido ao risco de lesões viscerais associadas. Dominar esses conceitos é essencial para o residente que atua em emergência e terapia intensiva.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de óbito logo após um trauma?

As principais causas de óbito logo após um trauma são o comprometimento das vias aéreas, o choque hipovolêmico (hemorrágico) e lesões cerebrais graves. A abordagem inicial do ATLS foca na rápida identificação e tratamento dessas condições.

Como o choque medular se manifesta e qual a diferença do choque hipovolêmico?

O choque medular (neurogênico) é causado por lesão medular e se manifesta com hipotensão, bradicardia e hipotermia, devido à perda do tônus simpático. Diferente do choque hipovolêmico, que geralmente cursa com taquicardia e pele fria e pegajosa, o choque medular apresenta pele quente e seca devido à vasodilatação periférica.

Qual a importância das fraturas de costela em crianças pequenas no trauma de tórax?

Em crianças pequenas, as fraturas de costela são raras devido à maior complacência da caixa torácica. Quando ocorrem, indicam um trauma de alta energia e são um sinal de mau prognóstico, sugerindo a presença de lesões internas significativas nos órgãos torácicos.

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