CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
Uma mulher de 24 anos é estuprada por desconhecido. Não faz parte do atendimento médico emergencial:
Atendimento emergencial à vítima de violência sexual → foco médico-assistencial; notificação policial NÃO é parte do atendimento inicial.
O atendimento médico emergencial à vítima de violência sexual prioriza a saúde e segurança da paciente, incluindo tratamento de lesões, profilaxia de ISTs e anticoncepção de urgência. A notificação policial é uma etapa legal, não médica, e deve ser feita respeitando a autonomia da vítima, se possível após o atendimento inicial.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. É crucial que o profissional de saúde priorize a saúde física e mental da paciente, oferecendo acolhimento, tratamento de lesões, e profilaxias adequadas. A violência sexual é um grave problema de saúde pública, com impactos físicos, psicológicos e sociais duradouros, tornando o manejo inicial determinante para o prognóstico da vítima. O protocolo de atendimento inclui a avaliação e tratamento de lesões (como lacerações vulvo-vaginais), a coleta de material para exames (se a vítima consentir e desejar), e a administração de profilaxias. As profilaxias essenciais são para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV (profilaxia pós-exposição - PEP), hepatite B, sífilis, clamídia e gonorreia, além da anticoncepção de emergência para prevenir gravidez. A decisão sobre a notificação policial é da vítima, e o profissional de saúde deve informá-la sobre seus direitos e opções, sem pressionar. É fundamental que o atendimento seja realizado em um ambiente seguro e confidencial, com uma equipe treinada para lidar com o trauma. A documentação detalhada do atendimento é importante, mas sempre com foco na privacidade e dignidade da paciente. O acompanhamento psicossocial e o encaminhamento para serviços de apoio são partes integrantes do cuidado contínuo, visando a recuperação integral da vítima.
As prioridades incluem o manejo de lesões físicas, profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como HIV e hepatite B, e anticoncepção de emergência, além de suporte psicossocial.
Não, a notificação policial não é uma etapa obrigatória do atendimento médico emergencial. O foco é o cuidado à saúde da vítima, e a decisão de notificar a polícia deve respeitar a autonomia da paciente.
Devem ser oferecidas profilaxia para HIV (PEP), hepatite B, sífilis, clamídia e gonorreia, além de anticoncepção de emergência para prevenir gravidez indesejada.
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