HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
Um homem de 40 anos é levado à Emergência após acidente de trânsito. Apresenta Glasgow 11, escoriações no flanco direito e fratura exposta na perna direita com sangramento ativo. Ao exame: PA: 80 x 60 mmHg, FC: 135 bpm e FR: 30 irpm. Não se palpam pulsos distalmente à fratura. No atendimento deste paciente, qual a primeira medida a ser adotada?
Glasgow < 9 ou 8-10 com hipoxemia/choque → IOT imediata para proteção de via aérea e cerebral.
A prioridade no trauma é a via aérea e a ventilação. Um Glasgow de 11, especialmente com sinais de choque e taquipneia, indica risco iminente de deterioração neurológica e falha respiratória, tornando a intubação orotraqueal a medida mais urgente para garantir a oxigenação e proteger o cérebro.
O atendimento inicial ao paciente traumatizado segue o protocolo ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure), onde a avaliação e manejo da via aérea (A) e da respiração (B) são as prioridades absolutas. A rápida identificação de comprometimento da via aérea ou risco de falha respiratória é crucial para prevenir hipóxia cerebral e lesões secundárias. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta fundamental para avaliar o nível de consciência. Um ECG de 11, especialmente em um cenário de trauma grave com choque e taquipneia, sugere um risco elevado de deterioração neurológica e falha respiratória, indicando a necessidade de intubação orotraqueal para garantir a oxigenação e proteção da via aérea. Embora o controle do sangramento (C) e a reposição volêmica sejam vitais no manejo do choque hipovolêmico, eles vêm após a estabilização da via aérea e respiração. A intubação precoce permite um controle mais eficaz da ventilação, otimização da oxigenação e proteção contra aspiração, elementos essenciais para a sobrevida e prognóstico neurológico do paciente traumatizado.
A via aérea é a prioridade máxima no trauma para garantir oxigenação cerebral e prevenir lesões secundárias. A falha em protegê-la pode levar rapidamente à hipóxia e morte.
A IOT é indicada em pacientes com Glasgow < 9, falha respiratória iminente, hipoxemia refratária, ou para proteção de via aérea em casos de trauma facial grave ou risco de aspiração.
Um Glasgow de 11, especialmente em um paciente com choque e taquipneia, indica um comprometimento neurológico significativo e risco de deterioração, justificando a IOT para controle da via aérea e ventilação.
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