Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Criança de 2 anos, após ser atropelada por uma moto em alta velocidade foi levada para a Emergência do PSI. O protocolos a seguir seria:
Trauma pediátrico: seguir ABCDE (Avaliar, Identificar, Intervir, Reavaliar) para estabilização rápida.
Em um trauma pediátrico grave, a prioridade é a estabilização rápida do paciente seguindo a sequência do ABCDE do trauma (Avaliar, Identificar, Intervir, Reavaliar). Solicitar exames ou transferir sem estabilização inicial pode atrasar intervenções salvadoras e piorar o prognóstico da criança.
O atendimento ao trauma pediátrico é uma das situações mais desafiadoras na emergência, exigindo uma abordagem rápida, sistemática e específica para a faixa etária. Crianças não são "adultos pequenos"; elas possuem diferenças anatômicas e fisiológicas que as tornam mais vulneráveis a certos tipos de lesões e a uma descompensação mais rápida. O trauma é a principal causa de morte e incapacidade em crianças e adolescentes, ressaltando a importância de um manejo inicial adequado. O protocolo de atendimento inicial ao trauma, como o preconizado pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support), segue a sequência ABCDE: Avaliação da Via Aérea com controle cervical (A), Avaliação da Respiração e Ventilação (B), Avaliação da Circulação com controle de hemorragias (C), Avaliação da Incapacidade neurológica (D) e Exposição completa do paciente com controle da hipotermia (E). Para cada etapa, o processo é cíclico: Avaliar, Identificar problemas, Intervir e Reavaliar a resposta à intervenção. Esta abordagem garante que as condições mais ameaçadoras à vida sejam identificadas e tratadas prioritariamente. A estabilização inicial é a pedra angular do manejo do trauma pediátrico. Somente após a estabilização das funções vitais e o controle das lesões que ameaçam a vida, deve-se prosseguir com exames complementares (como tomografias) ou considerar a transferência para um centro de trauma de maior complexidade. A "golden hour" (primeira hora após o trauma) é crítica, e a capacidade de realizar intervenções salvadoras de vida nesse período impacta diretamente o prognóstico da criança. A reavaliação contínua é essencial, pois o estado da criança pode mudar rapidamente.
A sequência ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Incapacidade, Exposição) é crucial para uma avaliação sistemática e rápida das lesões que ameaçam a vida, permitindo intervenções imediatas para estabilizar o paciente e aumentar suas chances de sobrevivência.
A reavaliação contínua é fundamental porque o estado clínico de uma criança traumatizada pode deteriorar-se rapidamente. Ela permite identificar novas lesões, avaliar a resposta às intervenções e ajustar o plano de tratamento conforme necessário.
Após a avaliação primária e as intervenções salvadoras de vida, as prioridades incluem a obtenção de acesso venoso, a coleta de exames laboratoriais básicos, a monitorização contínua, a analgesia e a preparação para a avaliação secundária e o transporte para um centro de trauma, se necessário.
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