HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Motociclista de 45 anos, hipertenso em uso de betabloqueador e AAS 100mg ao dia, devido quadro de HAS, sofreu colisão contra veículo parado e foi arremessado contra o asfalto. No atendimento inicial, realizado no local pelo resgate encontrava-se com capacete, FR 24 ipm, FC 84bpm, cianose em lábios, gemente e contactuante. Na UPA, ao exame físico apresentava equimoses em região de tórax à esquerda, discreta diminuição do murmúrio vesicular ipsilateral e macicez à percussão. Baseado nesse cenário, assinale a alternativa com a sequência de atendimento do politraumatizado com objetivo de dar suporte à vida até a transferência para centro especializado.
Politraumatizado com cianose, murmúrio ↓ e macicez → priorizar via aérea, oxigênio e drenagem torácica (hemotórax).
No politraumatizado, a prioridade é a estabilização das vias aéreas e respiração (ABCDE), e achados como cianose, diminuição de murmúrio e macicez torácica indicam necessidade urgente de oxigenação e drenagem para tratar hemotórax ou pneumotórax.
O atendimento ao politraumatizado é uma emergência médica que exige uma abordagem sistemática e rápida para identificar e tratar lesões com risco de vida. O protocolo Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece a sequência ABCDE como padrão ouro, priorizando a manutenção das vias aéreas, ventilação e circulação. A cianose e a dificuldade respiratória em um paciente traumatizado são sinais de alarme que exigem intervenção imediata. A fisiopatologia do trauma torácico pode envolver lesões pulmonares, pleurais, cardíacas ou vasculares. No caso descrito, a diminuição do murmúrio vesicular e a macicez à percussão no tórax esquerdo são altamente sugestivas de hemotórax, uma condição em que há acúmulo de sangue na cavidade pleural. O hemotórax pode levar a comprometimento respiratório e choque hipovolêmico, necessitando de drenagem para evacuar o sangue e permitir a reexpansão pulmonar. A conduta inicial para o trauma torácico com suspeita de hemotórax inclui a estabilização das vias aéreas, oferta de oxigênio suplementar e, crucialmente, a drenagem torácica com um dreno em selo d'água. Esta intervenção permite a remoção do sangue e a monitorização do débito, sendo essencial para o suporte à vida antes da transferência para um centro especializado para avaliação e tratamento definitivo das lesões. O prognóstico depende da rapidez e eficácia do atendimento inicial.
A sequência inicial segue o protocolo ABCDE do ATLS: A (Airway/Vias Aéreas com proteção da coluna cervical), B (Breathing/Respiração e ventilação), C (Circulation/Circulação com controle de hemorragias), D (Disability/Déficit Neurológico) e E (Exposure/Exposição e controle da hipotermia).
Diminuição ou ausência de murmúrio vesicular, macicez à percussão no hemitórax afetado, dispneia, taquipneia e sinais de choque hipovolêmico podem indicar hemotórax, exigindo intervenção imediata.
A drenagem torácica é indicada para tratar pneumotórax (simples, hipertensivo ou aberto), hemotórax, quilotórax e empiema, visando restaurar a pressão intratorácica, evacuar fluidos/ar e permitir a reexpansão pulmonar.
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