HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Em relação ao atendimento inicial do paciente queimado, é INCORRETO afirmar.
Queimado grave: priorizar acesso periférico (mesmo em área queimada) antes do acesso central.
A ressuscitação volêmica inicial deve ser feita por acessos periféricos calibrosos; o acesso central não é prioridade e aumenta riscos infecciosos precoces.
O manejo do queimado segue os princípios do ATLS, priorizando a via aérea (especialmente se houver lesão por inalação) e a estabilização hemodinâmica. A monitorização da diurese (0,5 a 1 ml/kg/h em adultos) é o melhor indicador da adequação da volemia. Além da hidratação, cuidados com a temperatura corporal (prevenção de hipotermia), analgesia potente e profilaxia do tétano são intervenções críticas nas primeiras horas de atendimento.
No atendimento inicial ao paciente queimado, a prioridade é estabelecer dois acessos venosos periféricos de grosso calibre. Preferencialmente, esses acessos devem ser obtidos em áreas de pele não queimada. No entanto, se necessário, o acesso pode ser puncionado através de pele queimada. O acesso venoso central não deve ser a primeira escolha, pois está associado a maiores taxas de complicações mecânicas e infecciosas, devendo ser reservado para casos onde o acesso periférico é impossível ou para monitorização específica.
A Fórmula de Parkland é utilizada para guiar a hidratação nas primeiras 24 horas após a queimadura térmica. O cálculo é: 4ml x Peso (kg) x % Superfície Corporal Queimada (SCQ) de solução cristaloide (Ringer Lactato). Metade do volume total calculado deve ser infundido nas primeiras 8 horas contadas a partir do momento da queimadura (não da chegada ao hospital), e a outra metade nas 16 horas seguintes. O ajuste deve ser feito conforme a resposta clínica (diurese).
Não. O uso de antibióticos sistêmicos profiláticos não é recomendado no atendimento inicial do paciente queimado. O uso indiscriminado favorece a seleção de germes multirresistentes e não previne infecções da ferida. O controle de infecção baseia-se na limpeza rigorosa, desbridamento de tecidos desvitalizados e uso de antimicrobianos tópicos (como a sulfadiazina de prata). Antibióticos sistêmicos são reservados para casos de infecção estabelecida (sepse, pneumonia ou infecção documentada da ferida).
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