Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Uma idosa de 82 anos foi atropelada enquanto atravessava a rua e foi levada ao pronto-socorro. Ela apresenta fraturas múltiplas, incluindo de pelve e costelas. A paciente está consciente, com 15 pontos na escala de Glasgow, mas com dor intensa. As prioridades no manejo inicial dessa paciente devem ser
No politrauma, especialmente em idosos, a sequência ABCDE (Ventilação/Circulação) precede sempre a avaliação de lesões específicas, como fraturas.
A abordagem inicial ao paciente politraumatizado segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que prioriza a estabilização de funções vitais (via aérea, respiração, circulação) antes de investigar e tratar lesões específicas. Idosos possuem menor reserva fisiológica, tornando a estabilização hemodinâmica e ventilatória ainda mais crucial.
O atendimento ao paciente politraumatizado, especialmente o idoso, é uma competência essencial na prática médica de emergência. A abordagem deve ser sistemática e priorizar as lesões que representam risco iminente à vida, conforme preconizado pelo protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support). A avaliação primária, conhecida pelo mnemônico ABCDE, é a pedra angular desse manejo, garantindo a estabilização das funções vitais antes de qualquer outra intervenção. A sequência ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Déficit Neurológico e Exposição) deve ser seguida rigorosamente. Em um paciente idoso com múltiplas fraturas, como as de pelve e costelas, o risco de hemorragia interna (choque hipovolêmico) e comprometimento respiratório (tórax instável, pneumotórax) é altíssimo. A estabilização da ventilação e da circulação é, portanto, a prioridade absoluta, superando a avaliação detalhada das fraturas ou o controle definitivo da dor, que são abordados na avaliação secundária. O manejo da dor é importante, mas só deve ser realizado após a estabilização inicial, pois opioides podem deprimir a respiração e mascarar alterações do estado neurológico. A população geriátrica apresenta particularidades como menor reserva fisiológica e comorbidades, o que torna a descompensação mais rápida e grave. Portanto, a adesão estrita ao protocolo ATLS é fundamental para reduzir a morbimortalidade nesse grupo de pacientes.
A avaliação primária consiste em: A (Airway) - manutenção da via aérea com proteção da coluna cervical; B (Breathing) - ventilação e oxigenação; C (Circulation) - controle de hemorragias e estado circulatório; D (Disability) - avaliação neurológica (Escala de Glasgow, pupilas); e E (Exposure) - exposição completa do paciente com prevenção de hipotermia.
A prioridade é a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e transfusão de hemoderivados (protocolo de transfusão maciça, se indicado). Concomitantemente, realiza-se a estabilização mecânica da pelve com um 'pelvic binder' ou lençol para reduzir o sangramento e a dor.
Idosos possuem menor reserva fisiológica, comorbidades pré-existentes (cardiopatias, DPOC) e usam medicamentos (anticoagulantes) que podem agravar o quadro. A resposta ao choque pode ser atípica, sem taquicardia acentuada, tornando o diagnóstico de hipovolemia mais desafiador.
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