Atendimento Inicial ao Politraumatizado: Protocolo ATLS

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

A meta primária ao prestar cuidados ao paciente vítima de traumatismo é a ressuscitação efetiva com minimização do tempo entre a lesão e a terapia definitiva. Sobre o atendimento inicial do paciente politraumatizado, analisar os itens abaixo:I. Ao observar a via aérea pérvia e segura, pode-se administrar oxigênio e deve-se manter a estabilização da coluna cervical.II. Ao avaliar a ventilação, caso o paciente apresente-se hipoventilando, com tórax instável ou com desconforto respiratório, deve-se intubar o paciente ou oferecer assistência ventilatória.III. Caso o paciente apresente murmúrio vesicular diminuído unilateralmente (mesmo depois de reposicionamento do tubo endotraqueal) deve-se considerar toracocentese ou toracotomia com dreno pleural. Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas

  1. A) Somente o item I.
  2. B) Somente o item II.
  3. C) Somente os itens I e III.
  4. D) Todos os itens

Pérola Clínica

No trauma, a sequência ABCDE é vital: Via aérea segura e coluna cervical estável, ventilação adequada e oxigenação, e controle de sangramento.

Resumo-Chave

O atendimento inicial do paciente politraumatizado segue a metodologia ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação e manejo da via aérea com proteção cervical, ventilação/oxigenação e circulação. A identificação rápida de condições ameaçadoras à vida e a intervenção imediata são cruciais para a ressuscitação efetiva e minimização do tempo até a terapia definitiva.

Contexto Educacional

O atendimento inicial ao paciente politraumatizado é uma sequência padronizada e sistemática, guiada pelo protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que visa identificar e tratar rapidamente as lesões que ameaçam a vida. A meta primária é a ressuscitação efetiva com minimização do tempo entre a lesão e a terapia definitiva, seguindo a abordagem ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure). Na avaliação da via aérea (A), é crucial garantir a permeabilidade e segurança, administrando oxigênio suplementar e, simultaneamente, mantendo a estabilização da coluna cervical para prevenir lesões medulares. Na avaliação da ventilação (B), se o paciente apresentar hipoventilação, tórax instável, desconforto respiratório significativo ou outras falhas respiratórias, a intubação orotraqueal ou assistência ventilatória é indicada para otimizar a oxigenação e ventilação. Em relação à circulação (C), a presença de murmúrio vesicular diminuído unilateralmente, mesmo após o reposicionamento do tubo endotraqueal, é um sinal de alerta para pneumotórax (simples ou hipertensivo) ou hemotórax. Nesses casos, a intervenção é urgente: uma toracocentese de alívio pode ser necessária para o pneumotórax hipertensivo, seguida de toracostomia com dreno pleural para evacuação de ar ou sangue. A rápida identificação e tratamento dessas condições são vitais para a sobrevida do paciente traumatizado.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da estabilização da coluna cervical no atendimento inicial do trauma?

A estabilização da coluna cervical é fundamental para prevenir lesões medulares secundárias em pacientes com suspeita de trauma cervical. Ela deve ser mantida durante todo o processo de avaliação e manejo da via aérea, até que a ausência de lesão seja confirmada por exames de imagem.

Quando a intubação orotraqueal é indicada no paciente politraumatizado?

A intubação orotraqueal é indicada em pacientes com comprometimento da via aérea (obstrução, risco de aspiração), hipoventilação grave, desconforto respiratório progressivo, rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 8) ou choque refratário, para garantir oxigenação e ventilação adequadas.

Qual a conduta para um paciente traumatizado com murmúrio vesicular diminuído unilateralmente?

Murmúrio vesicular diminuído unilateralmente, especialmente após reposicionamento do tubo endotraqueal, sugere pneumotórax (simples ou hipertensivo) ou hemotórax. A conduta inicial é a descompressão imediata com toracocentese de alívio (se hipertensivo) seguida de toracostomia com dreno pleural para evacuação de ar ou sangue.

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