FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Uma jovem vítima de acidente de moto, atendida pela equipe pré-hospitalar, é conduzida até a emergência de um hospital terciário para o atendimento inicial. O rolamento em bloco é uma parte fundamental no atendimento à vítima politraumatizada. Sobre ele, é correto afirmar:
Rolamento em bloco → realizado na avaliação secundária para exame do dorso e retirada da prancha.
O rolamento em bloco deve ser postergado até que a avaliação primária e a estabilização das funções vitais sejam concluídas, visando a segurança da coluna e identificação de lesões ocultas.
O manejo da coluna vertebral no trauma evoluiu para o conceito de 'restrição de movimentos da coluna' em vez de imobilização total. O rolamento em bloco (log roll) é a técnica padrão para examinar a parte posterior do paciente politraumatizado. Embora essencial para o exame físico completo, o rolamento pode causar instabilidade em certas fraturas de coluna ou bacia. Por isso, a tendência atual é minimizar o número de rolamentos e realizá-los apenas quando a equipe estiver pronta para realizar o exame do dorso e a retirada definitiva da prancha rígida, integrando essa manobra ao fluxo da avaliação secundária.
De acordo com o ATLS, o rolamento em bloco deve ser realizado durante a avaliação secundária. O objetivo é realizar um exame físico minucioso do dorso (inspeção e palpação de processos espinhosos) e o toque retal, se indicado. Uma exceção é quando há suspeita de sangramento ativo importante no dorso que precise de controle imediato ainda na fase primária.
A prancha rígida é um dispositivo de transporte e não de imobilização prolongada. Sua permanência por mais de 2 horas aumenta significativamente o risco de úlceras de pressão em proeminências ósseas (occipício, escápulas, sacro) e pode causar desconforto respiratório e dor, devendo ser retirada assim que o paciente estiver estabilizado e o dorso examinado.
O procedimento exige no mínimo três a quatro pessoas. Uma pessoa deve ficar exclusivamente na cabeceira mantendo a estabilização manual da coluna cervical e coordenando os movimentos. O tronco e os membros devem ser movidos como uma unidade única para evitar forças de torção ou flexão na coluna vertebral, especialmente em casos de suspeita de fratura.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo