Atendimento TEA na Emergência: Manejo da Agitação

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024

Enunciado

Das alternativas apresentadas abaixo assinale a correta em relação ao atendimento de pacientes com transtorno do espectro autista (TEA) na emergência:

Alternativas

  1. A) Apesar da maior procura ao setor de urgência e emergência, os pacientes pediátricos com TEA apresentam menores índices de internações quando comparados àqueles saudáveis.
  2. B) O melhor para o paciente com TEA é que o exame físico seja feito de forma rápida e ininterrupta, a fim de que não seja oportunizado tempo hábil para início de quadro de agitação.
  3. C) A visita ao PS é uma quebra de rotina do paciente, o que pode ser considerado fator de piora para a agitação.
  4. D) A coleta de informações com os familiares tem pouco valor para o exame físico, pois a agitação nesse momento é inevitável e o foco deve ser o controle medicamentoso do paciente.

Pérola Clínica

Pacientes com TEA: quebra de rotina no PS → ↑ ansiedade e agitação.

Resumo-Chave

A quebra da rotina e a exposição a um ambiente desconhecido, barulhento e imprevisível como o pronto-socorro são fatores significativos que podem desencadear ou exacerbar a agitação e o estresse em pacientes com Transtorno do Espectro Autista.

Contexto Educacional

O atendimento a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na emergência requer uma abordagem diferenciada e sensível. Devido às suas particularidades sensoriais, de comunicação e de comportamento, o ambiente do pronto-socorro, muitas vezes caótico e imprevisível, pode ser extremamente estressante e desencadear crises de agitação. É fundamental que a equipe de saúde esteja preparada para oferecer um cuidado humanizado e eficaz. A quebra da rotina é um dos principais fatores que podem levar à piora da agitação em pacientes com TEA. O ambiente desconhecido, ruídos excessivos, luzes fortes e a necessidade de interações sociais inesperadas podem sobrecarregar o paciente. A coleta de informações detalhadas com os familiares ou cuidadores é de extrema importância, pois eles conhecem as particularidades, gatilhos e estratégias de comunicação e conforto do paciente. Para um atendimento mais eficaz, recomenda-se criar um ambiente mais calmo, se possível, com redução de estímulos. O exame físico deve ser adaptado, permitindo tempo para o paciente se ajustar e explicando cada passo de forma simples e previsível. O controle medicamentoso da agitação pode ser necessário, mas deve ser considerado após tentativas de abordagens não farmacológicas e com base nas informações dos cuidadores. O objetivo é minimizar o trauma e garantir o melhor cuidado possível.

Perguntas Frequentes

Como a quebra de rotina afeta pacientes com TEA na emergência?

A quebra de rotina é um fator de estresse significativo para pacientes com TEA, que frequentemente dependem de previsibilidade. No ambiente caótico da emergência, essa quebra pode desencadear ansiedade, agitação, comportamentos repetitivos ou crises, dificultando o exame e o tratamento.

Qual a importância da comunicação com familiares de pacientes com TEA no PS?

A comunicação com familiares é crucial, pois eles são a principal fonte de informação sobre as particularidades do paciente, seus gatilhos, estratégias de comunicação preferenciais e métodos de conforto. Isso permite à equipe adaptar a abordagem e minimizar o estresse do paciente.

Quais estratégias podem minimizar a agitação de pacientes com TEA no pronto-socorro?

Estratégias incluem criar um ambiente mais calmo (redução de luzes e ruídos), permitir a presença do cuidador, usar comunicação simples e direta, explicar procedimentos com antecedência, e, se necessário, considerar sedação leve ou medicamentos para controle da agitação após tentativas não farmacológicas.

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