UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento e a internação domiciliares (Lei no 10.424, de 2002) deverão observar a seguinte diretriz:
Atendimento/internação domiciliar no SUS → requer indicação médica + concordância expressa do paciente e família.
A Lei nº 10.424/2002, que regulamenta o atendimento e a internação domiciliares no SUS, estabelece que esses serviços só podem ser realizados mediante indicação médica formal e com a expressa concordância do paciente e/ou de seu responsável legal e da família. Isso garante a autonomia do paciente e a adequação do cuidado ao ambiente domiciliar.
O atendimento e a internação domiciliares são modalidades de cuidado à saúde que visam proporcionar assistência contínua a pacientes com necessidades específicas no conforto de seus lares, integrando-se à rede de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A Lei nº 10.424, de 2002, regulamenta esses serviços, buscando humanizar o cuidado, reduzir a sobrecarga hospitalar e promover a reabilitação em um ambiente familiar. A importância desses serviços cresce com o envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas. A implementação do atendimento domiciliar no SUS, notadamente através do programa "Melhor em Casa", baseia-se em diretrizes claras. Uma das mais importantes é que a realização desses serviços depende da indicação médica, que avalia a condição clínica do paciente e a viabilidade do cuidado em casa. Além disso, é imprescindível a expressa concordância do paciente ou de seu responsável legal, bem como da família, garantindo a adesão e a participação ativa no processo de cuidado. Esses serviços são realizados por equipes multidisciplinares, que podem incluir médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e assistentes sociais. O foco não se restringe apenas à medicina preventiva ou reabilitadora, mas abrange um espectro amplo de cuidados, desde procedimentos de enfermagem até a administração de medicamentos complexos e o suporte a pacientes terminais. A supervisão técnica é integrada à rede de atenção à saúde, não se limitando apenas à Rede de Urgência e Emergência.
Os principais objetivos são humanizar o cuidado, reduzir o tempo de internação hospitalar, diminuir o risco de infecções hospitalares, promover a reabilitação no ambiente familiar e otimizar o uso dos recursos hospitalares, oferecendo um cuidado contínuo e integrado.
A indicação é exclusivamente médica, baseada na avaliação clínica do paciente, suas necessidades de saúde e a adequação do ambiente domiciliar para o cuidado necessário.
A família tem um papel fundamental, pois sua expressa concordância é um requisito legal. Ela atua como cuidadora principal e parceira da equipe de saúde, recebendo orientações e apoio para garantir a continuidade do cuidado em casa.
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