UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2017
As mudanças no perfil demográfico da população brasileira se refletem na demanda do cuidado domiciliar, sobretudo no âmbito das ações executadas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família. Analise as afirmativas que caracterizam as razões para a realização do atendimento domiciliar:I. Problemas de saúde crônicos instáveis ou exacerbados.;II. Problemas de saúde episódios agudos, por exemplo gripe, pneumonia, episódios psiquiátricos agudos.;III. Mães e recém-nascidos que receberam alta da unidade obstétrica, especialmente aqueles cujos apoios sociais são inadequados.IV. Pessoas com câncer avançado ou em estágio terminal de alguma outra doença crônica.A alternativa que contém todas as afirmativas CORRETAS é:
Atendimento domiciliar ESF abrange crônicos instáveis, agudos, puérperas/RN e paliativos.
O atendimento domiciliar pela Estratégia Saúde da Família (ESF) é uma ferramenta essencial para a integralidade do cuidado, abrangendo diversas situações. Inclui pacientes com problemas crônicos instáveis, episódios agudos que podem ser manejados em casa, acompanhamento de mães e recém-nascidos no puerpério, e cuidados paliativos para pacientes com doenças avançadas ou terminais, visando a continuidade e humanização da assistência.
As mudanças no perfil demográfico brasileiro, com o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas, têm impulsionado a demanda por cuidados de saúde fora do ambiente hospitalar. O atendimento domiciliar, especialmente no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), emerge como uma modalidade crucial para a integralidade e humanização da assistência, permitindo que o paciente receba cuidado em seu próprio lar. As indicações para o atendimento domiciliar são amplas e visam atender diversas necessidades de saúde. Incluem pacientes com problemas de saúde crônicos instáveis ou exacerbados, que necessitam de acompanhamento contínuo e manejo de crises; indivíduos com episódios agudos que podem ser tratados em casa, evitando internações desnecessárias; mães e recém-nascidos no puerpério, especialmente aqueles com vulnerabilidade social, para acompanhamento e suporte; e, de forma muito relevante, pessoas com câncer avançado ou em estágio terminal de outras doenças crônicas, que se beneficiam de cuidados paliativos para controle de sintomas e melhoria da qualidade de vida. O atendimento domiciliar pela ESF não apenas desonera os serviços de urgência e hospitais, mas também promove a autonomia do paciente e da família, fortalece os vínculos e permite um cuidado mais personalizado e centrado nas necessidades individuais. É uma estratégia fundamental para a organização da rede de atenção à saúde, garantindo a continuidade do cuidado e a promoção da saúde em diferentes fases da vida e condições de saúde.
Pacientes com problemas crônicos instáveis, episódios agudos que não requerem internação hospitalar, puérperas e recém-nascidos com apoio social inadequado, e indivíduos em cuidados paliativos são os principais beneficiários do atendimento domiciliar da ESF.
Sim, o atendimento domiciliar da ESF pode incluir o manejo de episódios agudos, como gripes, pneumonias leves ou exacerbações de condições crônicas, desde que a complexidade do caso permita o cuidado seguro no domicílio e haja suporte adequado.
No contexto de cuidados paliativos, o atendimento domiciliar da ESF oferece suporte essencial para pacientes com doenças avançadas ou terminais, visando o controle de sintomas, conforto, qualidade de vida e apoio à família, permitindo que o paciente permaneça em seu ambiente familiar.
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